Angola celebra hoje o 61º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional
Comemora-se hoje, sexta-feira, 4 de Fevereiro, o 61º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, data que constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português, para o alcance da Independência Nacional.
Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um grupo de homens e mulheres, munidos de paus, catanas e outras armas brancas, atacou a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo, em Luanda, para libertar presos políticos ameaçados de morte.
Em resposta ao ataque, o regime colonial-fascista reagiu brutalmente com uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias.
Essas prisões e assassinatos de pessoas indefesas levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.
Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana, coordenados por Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos).
A acção inseriu-se também nos anseios da população e na necessidade de se passar a formas de luta que correspondessem à rigidez da administração colonial. Para tal, valeu a colaboração de cónego Manuel das Neves e outros combatentes.
O 4 de Fevereiro de 1961 é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo, numa tradição de resistência contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto Central.
Os primeiros relatos de realce de resistência à ocupação colonial datam dos séculos XVI e XVII (1559-1600 e 1625-1656), conduzidos por Ngola Kiluanje e Njinga Mbandi.
Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.
Partidos saudam data
O Bloco Democrático (BD) considera importante a defesa das lutas travadas em prol dos angolanos, com destaque contra todas as formas de opressão e a favor da justiça social.
Esta posição está manifesta numa declaração alusiva ao 61º aniversário do 4 de Fevereiro que se assinala esta sexta-feira, tendo realçado que os heróis desta gesta tornaram-se um símbolo da resistência do povo angolano determinado em resgatar a sua independência.
De acordo com a nota, a luta dos angolanos contra o poder colonial marcou, de forma indelével, a história de África.
“ Passados 61 anos, e dada a correlação de forças então no terreno, vemos o quão corajoso foi aquele punhado de homens que se expuseram às balas inimigas, arriscando as suas vidas para sinalizarem a firme vontade de pôr termo a uma longa opressão colonial”, lê-se na declaração.
Por seu turno o secretariado do Bureau Político da FNLA inclina-se perante a memória dos nacionalistas do 4 de Fevereiro e aproveita a oportunidade para render uma homenagem sublime e merecida aos filhos de Angola.
O documento refere que são passados 61 anos, desde que os angolanos revoltados atacaram as cadeias da PIDE, no intuito de libertar os presos que seriam transferidos de Angola para o exterior, precisamente Cabo-Verde.
Considera como principal mentor do ataque o cónego Manuel das Neves ao ordenar “o ataque precipitado previsto para 5 de Fevereiro para impedirem a transferência dos presos políticos, encarcerados nas cadeias de Luanda e libertá-los”.
C/Angop











