Homenagem a Savimbi- ACJ considera que Angola não devolveu dignidade aos que merecem
Vinte anos depois da morte, em combate, do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, e 46 anos depois da proclamação da independência nacional, Adalberto Costa Júnior (ACJ) considera que Angola não devolveu dignidade aos que merecem, referindo-se a Jonas Malheiro Savimbi, Agostinho Neto e a Holden Roberto.
Por: Lito Dias
Falando esta terça-feira, 22, num comício que teve lugar no município do Andulo, província do Bié, por ocasião de mais um aniversário do passamento físico do líder fundador do seu partido, ACJ disse que a nação não foi capaz de prestar tributo àquelas importantes três figuras.
O político não compreende o porquê dessa indiferença em relação aos que são considerados também "país da nação".
"Hoje, ganhamos consciência de que Partidos Políticos são instrumentos necessários para o país, mas na competição político, nenhum partido deve olhar para o seu adversário como inimigo", aconselhou.
O presidente da UNITA, na sua alocução, fez referência ao momento sócio - económico que o país atravessa, com relatos de fome à sobra, em quase todo país.
"Não podemos ficar zangados quando a igreja católica diz que temos de pedir emergência”, referiu, sugerindo que já que não há condições de dar comida, então haja coragem de dizer que está-se a morrer de fome e os países amigos podem ajudar, sem descurar os apoios da classe empresarial do Cunene, Namibe, Huíla e Luanda.
"Em Luanda também morre-se de fome, mas no sul do país é mais grave", sublinha.
Justiça longe de justa
Adalberto disse ser necessário pensar o futuro com pluralidade e inclusão, com respeito à diferença, mas também com justiça e verdade.
Nessa linha de pensamento, socorreu-se à uma máxima do antigo Papa, segundo a qual "não há paz sem justiça, e não há justiça sem perdão".
"E nós vivemos numa crise de justiça no nosso país, em que as instituições de justiça não têm independência no nosso país, porque o poder político se sobrepõe ao poder judicial", disse, concluindo que, desta forma, não há país que se desenvolva.
Visivelmente impressionado, lembrou que aquele que foi o primeiro presidente do Tribunal Constitucional "veio dizer que a Constituição angolana não tem um bom formato para eleição do Presidente da República; disse mesmo que o sistema político angolano não é ideal para o nosso país”.
"Os homens devem ter coragem; só aquele homem que não é inteligente é que não muda", precisou, mostrando-se satisfeito com as palavras do antigo presidente do TC.











