“Falta de seriedade” do ministro das OBras Públicas condiciona entrega de casas na Vida Pacífica – acusam jovens
Uma equipa multissectorial composta por membros do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Fundo de Fomento Habitacional e Instituto Nacional de Habitação vieram a público dizer a quantas anda o processo de entrega dos apartamentos aos jovens que aguardam há quase dois, anos na Vida Pacífica, no Município de Viana.
Por: Matias Miguel
Este jornal deparou-se com jovens descontentes, não só pela demora, mas também pelos elevados níveis de desorganização.
O NA MIRA DO CRIME ouviu Francisco Teixeira, de 34 anos de idade, beneficiário de um apartamento com o contracto assinado há mais de um ano e oito meses.
"Este processo deixa-me muito apoquentado, porque o ministro das Obras Públicas mostrou que não é sério", acusou.
Porquê? Teixeira diz terem recebido garantias de que, em menos de dez meses, o Estado entregaria as chaves dos apartamentos.
"Mas passado este tempo todo, as coisas andam na mesma, nem sequer deu início das obras", justificou.

A surpresa para este e outros jovens surge quando olham para o grau de vandalização em que se encontram os apartamentos, e com o ministro a aparecer na televisão com a promessa de resolver "a nossa situação" no prazo de oito meses.
"Essa problemática da morosidade das chaves dos apartamentos criou- nos muitas expectativas e consequentemente problemas nas famílias; eu particularmente ainda acredito, mas a mulher já não", referiu outro jovem.
Silva Neto sem argumentos
Numa conferência de imprensa, Silva Neto, director Nacional do Instituto Nacional de Habitação, não foi capaz de responder as diversas perguntas dos jornalistas, declinando as respostas ao ministro de tutela.
Silva Neto e Adilson Sousa Silva este último administrador do Fundo de Fomento Habitacional, refugiavam-se nas leis para escaparem das respostas que se impunham.
Mas estes parecem optimistas, deixando no ar a promessa de que, nos próximos dias, as obras vão começar.
"Oito meses é o tempo que pode durar o total das obras, penso que em quatro meses será possível aprontar a maioria das habitações; temos ainda de fazer levantamentos técnicos, trabalhos de gabinete, tais como cálculos, depois as regras que o país tem para adjudicar", garantiu.
No outro extremo, mas com o mesmo optimismo está o Conselho Nacional da Juventude.
De acordo com o seu presidente, a visita é de carácter de constatação das obras, assinalando que a falta de comunicação gera especulações daí que viemos com estas entidades para dar a conhecer a quantas andamos", acalmou.

Reconheceu, no entanto, que a afirmação pouco abonatória do Ministro da Habitação, há cerca de 15 dias, segundo a qual os apartamentos seriam entregues apenas dentro de oito meses, enfureceu a juventude.
O presidente do CNJ, Isaías Kalunga, pede mesmo que discursos de gênero não se repitam.
"O que queremos é o bem-estar da juventude e continuarmos a promover a boa coabitação entre os jovens e as instituições públicas, sublinhou.











