Mal-estar geral no MININT: Oficias superiores agastados com ‘gestão’ de Eugénio Laborinho
Os crimines violentos um pouco por toda Angola tendem a aumentar, passando um sentimento de insegurança as populações, principalmente na capital do país. O número de armas de fogo nas mãos dos marginais cresce como cogumelos. Cabeças rolam, enquanto outras permanecem, no entanto, contra todas as perspectivas, verdade é que a chefia segue intocável e assobiar de lado
Por: Osvaldo de Nascimento
O que mantem Eugénio Laborinho no Ministério do Interior, está longe de ser as suas capacidades operativas, ou boa gestão ministerial. Aliás, gente grande daquele importante órgão do Estado, desconhece grande capacidade operativa do ministro. “É até um bom bombeiro”.
Danças a parte, uma vez que o ministro até é bom a ‘dar uns toques’, a forma com que algumas patentes vão sendo afastadas da Polícia, no auge da carreira, não agrada a muito pessoal da farda azul.
“Há um mal-estar geral entre os quadros do ministério, abriram-se alas, hoje por hoje quem critica ou aponta ideias que não são alinhadas as ideias do ministro, está seguramente afastado”.
Para alguns, se alguém tivesse que pagar pelo sentimento de insegurança, principal na capital do país, onde cada dia uma ou mais pessoas são assassinadas com recursos a arma de fogo, é o responsável máximo do Ministério, ou seja, Eugénio César Laborinho.
Neste campo, alguns sectores da sociedade avançam que o ministro só não cai por ter uma certa proximidade com o titular do Poder Executivo. “São amicíssimos”.
Quadros afastados por capricho?
O Presidente da República, João Lourenço, assinou, em Dezembro de 2020, um decreto a exonerar o Comissário-Chefe António Maria Sita, do cargo de 2º comandante geral da Polícia Nacional, supostamente a pedido do actual ministro do Interior, sem no entanto avançar os motivos.
Para o seu lugar nomeou o Comissário-Chefe Domingos Ferreira de Andrade, que foi antes exonerado do cargo de Inspector da Polícia Nacional.
Sabe o NA MIRA DO CRIME que o oficial superior, mais de 25 meses depois, continua em casa ‘a não fazer nada’, quando o país reclama por quadros, principalmente dotados de técnicas de segurança pública.
Da mesma forma, e sem que se explicasse os motivos, o Chefe de Estado afastou o Comissário-geral Paulo de Almeida do cargo de Comandante-geral da Polícia Nacional, sem antes ser notificado. Ou seja, a alta patente da PNA foi afastado quando se encontrava em missão de serviço.
Aquando da sua exoneração, Paulo de Almeida ao seu estilo deixou um sério aviso a corporação.
″As nossas vontades pessoais, não podem sobrepor às nossas responsabilidades e às nossas amizades. Sei que em algum momento fui mal-entendido por querer cumprir e respeitar a lei”, observou, salientando que os políticos, devem ser gestores e responsáveis pela condução da política, não podem ser jogadores, porque o seu ângulo de visão torna-se desequilibrado e às vezes tendencioso.
Estes casos não estão isolados, em Janeiro do ano em curso, supostamente a pedido de Laborinho, o Presidente da República, João Lourenço, exonerou três altos funcionários da Polícia Nacional, entre estes o Comissário Waldemar Paulo da Silva José, do cargo de Director Geral do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior, num decreto tornado público, sendo que, sabe este jornal, que o oficial foi informado por terceiros.











