TAAG prepara-se para despedir 200 trabalhadores
A companhia de bandeira angolana, TAAG, vai, nos próximos dias, despedir cerca de 200 trabalhadores, de acordo com um e-mail da empresa enviados aos funcionários.
Por: Carla Nayara
No entanto, o Sindicato da empresa mostra-se descontente pelo facto de não terem sido contactados previamente pela administração da empresa, antes do anúncio público do despedimento colectivo que se avizinha, e lamenta o facto de terem sido (já) tratados como “desempregados da TAAG”, segundo a mensagem do correio electrónico.
De acordo com a 1. ª secretária do Sindicato do Pessoal Navegante da TAAG, Ondina Costa, que falava a Ecclésia, está a aberta a possibilidade de uma greve geral dos trabalhadores caso seja necessário.
“Foi nos enviado um e-mail e fomos tratados como desempregados da TAAG, onde se diz que serão duzentas pessoas despedidas. Tenho quase 35 anos de casa, e embora esteja fora das funções, nunca vi ninguém a dirigir-se assim aos trabalhadores da TAAG”, lamentou.
De acordo com fonte deste jornal, os alistados são, principalmente, pessoal navegante de cabine, entre comissários e assistentes de bordo
Em Abril de 2020, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu confirmou que a companhia angolana TAAG vai despedir trabalhadores por forma a garantir maior rentabilidade da empresa.
Em declarações à imprensa em Luanda, o ministro ressalvou que a medida será efectivada tão logo termine o estado de emergência em vigor no país.
“Há um excedente de pessoal que terá que ser tratado”, reiterou.
A revelação do ministro confirma a recente decisão do Conselho da Administração da companhia de bandeira angolana de dispensar trabalhadores reformados “com contratos de continuidade” em até 30 por cento.
Em Setembro de 2019, o Presidente da República tinha determinado num decreto a transformação da companhia numa sociedade anónima, criando a TAAG,SA, em substituição da TAAG - Linhas Aéreas de Angola, EP.











