JLO compara Chivukuvuku a um motorista desencartado e pede para Polícia tomar medidas, Abel Já respondeu
O discurso do Presidente do MPLA, João Lourenço, proferido na província do Cunene, durante o lançamento da pré-campanha do seu partido continua suscitar reacções de vários segmentos da sociedade.
Por: Lito Dias
Abel Epalanga Chivukuvuku, uma das pessoas visadas, por estar a ostentar o título de coordenador de um projecto político não legalizado, considera que nada o proíbe de exercer a sua cidadania.
Ao apontar as supostas fragilidades da oposição, João Lourenço comparou Chivukuvuku a um cidadão que foi à uma escola de condução fazer exame para ter a carta de condução e sai de lá reprovado.
"Mas o que estamos a ver é alguém a circular na via pública, um desencartado, porque não está reconhecido como tal, não tem carta de condução, não tem livrete, não tem título de propriedade e está a circular na via. O que é que se faz? A polícia não pode deixar esse carro circular, pode trazer desgraça", comparou.
Em reacção às palavras do presidente do MPLA; Abel Chivukuvuku afirmou que a constituição da República não proíbe qualquer angolano fazer palestras, comícios ou visitar "os outros angolanos vulneráveis para ver, ouvir, partilhar e transmitir fé e esperança nos munícipes ou bairros".
"Nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho de cidadania sem prejuízos a lei e ao Estado como quer insinuar o chefe; porque avisos não faltaram que se não passássemos pela porta, iríamos passar pela janela. Houve falta de inteligência só isso!", lembrou.
Ele disse ter encarado o discurso do também Chefe de Estado com naturalidade. "Não me surpreendeu a pequenez do meu irmão na visita de Estado/partidária que efectuou à província do Cunene", frisou, acrescentando que, mais do que ninguém, "o meu irmão sabe das razões que fez orientar o Tribunal constitucional a chumbar a comissão instaladora do PRA JA-SERVIR Angola; os resultados das eleições de 2017 são, para ele, de infeliz memória...".
Chivukuvuku, de ataque em ataque, acha que nas vestes de Presidente de Angola e do partido, provou o quanto o projecto político PRA JA-SERVIR ANGOLA "é parte da ameaça para alternância imperativa em 2022".
"É também verdade que o PRA- JA, por sua orientação, não passou a partido, logo, passou a ser um projecto político que a tempo próprio há de ser legalizado", acusou.











