Pré—campanha: MPLA já tem o motor quente, oposição desdobra-se como pode para ligar a ignição
Agora que, praticamente, já são conhecidas as formações políticas que, de princípio, vão concorrer nas eleições de Agosto próximo, nenhuma apresentou, até agora, um discurso inovador. Cada um tenta adaptar o seu programa de governo sufragado em 2017, e tenta, na mesmice, consolidar o número de militantes que 'arrecadou' ao longo dos últimos cinco anos
Por: Lito Dias
Que a campanha eleitoral vai ser renhida, é o que toda gente espera, assim como augura eleições livres e justas em que vença o melhor. No entanto, para se chegar até lá, há que adaptar o discurso político à realidade actual do país: identificar elementos que ainda ensombram a vida dos angolanos e procurar apresentar soluções concretas.
Apesar de, para algumas formações políticas, não ser altura de apresentar programas de governo, mas o facto de se estar a pouco mais de três meses para o pleito, cada reunião, cada concentração, cada viagem que os políticos realizam sirva de partilha, apresentação e discussão de ideias conducentes à uma boa governação.
A forma como arrancou a pré—campanha deixa muito a desejar, porque acirra mais ódio e violência entre famílias partidárias, deixando antever uma campanha eleitoral de loucos.
Já se sabe que os políticos só mimam os eleitores na nesta fase, com gestos de caridade, com algumas obras e com algumas promessas, mas esquecem, com alguma premeditação que há mentes avisadas que já conseguem censurar cada gesto, cada acto e cada discurso.
Sabem que discursos de mais violência, traz mais confusão.
MPLA já tem motor quente
O Partido no poder traz, na sua pré— campanha, um discurso bem direccionado às obras realizadas e ao reconhecimento das mesmas e do seu presidente/candidato, João Lourenço.
Com um empurrãozinho da mídia pública, o seu discurso, que critica duramente a oposição, chega a todos cantos do país, sendo, por isso, mais avançado em termos de expansão da sua mensagem.
UNITA preocupada com exclusividade
O maior partido na oposição, nesta pré—campanha, está com uma agenda centrada na constituição daquilo que será a Frente Patriótica Unida, sendo que a maior atenção, agora, é formar o corpo da campanha.
No entanto, algumas actividades vão se realizando nalgumas províncias, embora de pouca visibilidade.
Sabe—se que para além do Bloco Democrático e a "turma" Abel Chivukuvuku, a UNITA pretende contar com importantes figuras da sociedade civil.
CASA—CE refaz—se da perda de quadros
Estão em curso esforços titânicos com vista a manter o crescimento da Convergência Ampla de Salvação de Angola, depois de perder muitos dos seus co-fundadores.
Manuel Fernandes, actual presidente, tem esta missão, não só de manter as suas conquistas, mas também de contribuir para o crescimento da coligação, numa altura em que se pensa no seu enfraquecimento com saída de 08 dos 16 deputados conseguidos nas eleições de 2017.
PRS e FNLA sobrevivem como podem
Estes dois partidos estão numa situação em que só a sobrevivência interessa e todos os esforços estão direccionados para esse desiderato, já que o crescimento tarda a chegar.
Olhando para trás, o histórico das eleições realizadas desde 2008 traz um rasto de derrotas. Hoje, a acutilância das suas lideranças será decisiva para a sua sobrevivência.











