Sondar eleições em Angola vai custar 15 milhões de kwanzas
No dia da grande aparição no âmbito da pré-campanha eleitoral, as duas principais forças políticas realizaram, quase em simultâneo, actividades de massas na capital do país, deixando antever um taco-a-taco entre as duas partes.
Por: Lito Dias
Isso levou o líder da UNITA a acreditar que não é possível ganhar eleições com 80 porcento. O maior partido na oposição crê na vitória, mas avisa que não se pode ganhar com 80 porcento.
"O angolano sabe que não é possível ganhar com 80 porcento", reforçou, acrescentando que não é ter cultura democrática.
"Não precisamos humilhar o adversário", precisou.
O político proferiu tais palavras no final da marcha realizada em três pontos de Luanda, o que ficou considerado como lançamento da sua pré-campanha na capital do país.
ACJ, que lidera também a Frente Patriótica Unida (FPU) criticou a atitude do Executivo em querer, através da Assembleia Nacional, fazer aprovar uma lei que proíbe a realização de sondagens, justamente na fase pré-eleitoral.
Caso seja aprovada, como se espera, a referida lei vai limitar a realização de sondagens. Ou seja, quem quiser fazê-las terá de pagar 15 milhões de Kwanzas ao Estado para ser legalizado.
MPLA acusa oposição de quer o poder a todo custo
Num acto de massas realizando na Lunda Sul, o Secretário-Geral do MPLA, Paulo Pombolo acusou a oposição angolana de querer atingir o poder a qualquer custo, sem respeitar a Constituição e os princípios básicos da democracia.
Neste momento, salientou, o partido no poder está focado na consolidação da unidade, reconciliação e estabilidade social.
Deixou um sério aviso aos militantes do MPLA, segundo o qual, as eleições ganham-se na preparação, com trabalho árduo, devendo daqui para frente a mobilização realizar-se porta-a-porta, mantendo o controlo permanente dos militantes para o voto certo.











