De mão beijada: Quintino Moreira (já) encaixou 80 milhões de kwanzas
A Aliança Patriótica Nacional (APN), liderada pelo persistente político, Quintino Moreira, mostrou, mais uma vez, o quão é duro fazer política em Angola sem estar no parlamento e que as eleições ajudam a resolver alguns problemas internos através do dinheiro que se vai recebendo do Estado.
Por: Lito Dias
Vinda da extinta coligação Nova Democracia -União Eleitoral, a APN teve dificuldades de manter a chama acesa ao longo dos últimos cinco anos, ao ponto de quase ser relegada ao esquecimento.
A única actividade que se destacou nesse período foi, diga-se, a ligada ao congresso. É, na verdade, o que leva determinadas forças políticas a serem 'punidas' nas eleições, porque nem todos os eleitores têm memória suficiente para rebuscar o que se passou há cinco anos.
Trabalhar para que se consiga um ou mais assentos Parlamentares devia ser o objectivo principal dessas forças políticas, como a APN.
A FNLA, que nas últimas eleições obteve apenas um assento, apesar das dificuldades, foi mexendo alguma palha para se manter de pé, pois uma vez estando no parlamento o partido vai recebendo algum dinheiro do Estado que permite fazer muita coisa.
Com advento das eleições, naturalmente, a APN, FNLA e o PRS, os partidos mais pequenos na corrida eleitoral, já podem pegar numa máquina calculadora e fazer as contas que se impõem, para tapar os furos criados ao longo dos últimos cinco anos.
Afinal, o dinheiro já começa a entrar, fruto da decisão do Executivo em desembolsar uma quantia de 80 milhões Kwanzas para financiamento extraordinário a cada um dos 11 partidos legalizados pelo Tribunal Constitucional (TC).
Este dinheiro servirá para o reforço financeiro dos partidos antes das eleições gerais de Agosto próximo.
No âmbito da campanha eleitoral, haverá um financiamento que vai ser atribuído através de outros mecanismos legais existentes, segundo o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida.
A Coligação CASA-CE vai ser, sem dúvidas, a organização política que mais dinheiro vai receber por ser constituída por quatro partidos.











