Sindicato dos médicos diz que declarações do MPLA no parlamento foi uma vergonha nacional
O Sindicato dos Médicos reagiu com repulsa às informações prestadas esta quarta-feira, 18, na Assembleia Nacional, segundo as quais 80 por cento pontos constantes do caderno reivindicativo dos médicos tinham sido atendidos pelo Executivo.
Por: Lito Dias
Para Fernando Manuel, o Grupo Parlamentar do MPLA mentiu, considerando a atitude "uma vergonha nacional".
O MPLA, através do seu Grupo Parlamentar, levou a debate, esta quarta-feira, 19, o tema sobre "A estratégia de formação de recursos humanos no sector da saúde", onde foram apresentados dados, alguns dos quais nunca fornecidos pelo Executivo.
Por si só, a proposta do tema foi considerada pontual, por todas forças políticas com assento parlamentar que, na ocasião, foram dando os seus subsídios no sentido de se inverter o actual quadro do sector.
A deputada Miraldina Jamba da UNITA, por exemplo, disse que o tema é de interesse nacional e defendeu igualdade no acesso à especialização dos profissionais da saúde e a colocação dos serviços de ginecologia e obstetrícia nos hospitais nacionais, gerais e municipais.
Quem esteve atento à abordagem é, obviamente, o Sindicato dos Médicos Angolanos que, reagindo as informações prestadas, reiterou que o cenário continua crítico no sector da saúde.
Falando à imprensa, esta quinta-feira, Fernando Manuel, Secretário do Sindicato, disse que ficou chocado principalmente com o deputado Agostinho Van-Dúnem, que afirmou diante dos deputados e membros do Executivo que parte significativa das reivindicações tinham sido resolvidas.
"É desoladora e vergonhosa essa falta de honestidade da bancada do MPLA", apontou, considerando triste ver um partido vir a público com inverdades desse género.
Durante o debate e para realçar a pertinência do tema nesta fase, o MPLA fez saber que desde 202, o Estado registou 1005 licenciados, 88 mestres e 27 doutores.











