Adalberto Costa Júnior "promete" reformar o Estado e alterar a Constituição da República.
O candidato, que falava à margem de um encontro com militantes do partido, para apresentar as suas linhas de força enquanto aspirante ao cargo de presidente da UNITA, disse que, lamentavelmente, “os maiores actores da gestão do país não querem ouvir falar das grandes reformas”.
Em caso de vitória, no XIII Congresso Ordinário que começa no dia 13 deste mês, Adalberto Júnior prometeu estar mais próximo das comunidades e das populações. Só assim, disse, a UNITA poderá vencer as eleições gerais de 2022. O político referiu que, apesar de estar a fazer uma campanha interna, não deixa de prestar atenção ao país.
“Estamos a falar com os membros (do partido), mas também a ter o cuidado de ouvir o cidadão”, disse.
Adalberto Júnior sublinhou que preferiu viajar de carro até ao Luena, mas notou que as condições de transitabilidade deixam muito a desejar. O percurso entre Malanje e Saurimo, onde esteve na sexta-feira, consumiu 14 horas. “Isto acarreta custos bastante altos para as populações”, considerou.
Primeiro entre os cinco candidatos à liderança da UNITA a deslocar-se a província onde foi fundado o partido (Moxico), Adalberto Júnior defendeu que o Leste tem uma sensibilidade muito particular. “Ouvimos aqui algumas críticas que entendemo-las no plano de desafios futuros, como por exemplo, a fundação da UNITA e factos históricos que ocorreram nesta província, inclusive a morte do seu fundador. Mantemos a nossa perspectiva de responder a estas revindicações”, frisou.
Adalberto Costa Júnior falou, igualmente, sobre a crise económica que se vive no país. “Esta crise hoje entrou na casa de toda a gente, empresas, famílias e a classe média desapareceu. Ontem, a crise era para os mais pobres e hoje está em toda a família angolana”, considerou o também deputado.
Alcides Sakala rendeu homenagem a defuntos
Alcides Sakala Simões, também candidato à liderança da UNITA, fez ontem campanha na província do Bié. No dia dedicado aos finados, Alcides Sakala começou a “caça ao voto” no Andulo e depois deslocou-se à aldeia de Lopitanga, onde rendeu homenagem ao fundador do partido, Jonas Savimbi.
O primeiro candidato a deslocar-se para o local foi Abílio Kamalata Numa, aquando do lançamento da sua campanha.
No Andulo, ao dirigir-se para os militantes da UNITA, Sakala apelou à serenidade e respeito ao próximo “para que a campanha eleitoral reforce a festa da democracia”. A agenda prosseguiu com uma romagem ao Cemitério Municipal, onde rendeu homenagem ao antigo secretário local do partido, Joaquim Bernardo Chindele.
O político visitou também as campas das vítimas do conflito de 1999, com destaque para a sepultura de Mizé Chitunda, esposa do antigo vice-presidente do partido, Jeremias Chitunda.
Quem também esteve ontem no Bié é José Kachiungo, cujo lema da campanha é “Coesão e acção para vitória!”











