“Vão gostar” ou “Já está”: MPLA e UNITA medem forças na maior praça eleitoral do país
O partido no poder e o maior partido na oposição vão colocar-se à prova, este sábado, 21, no que congregar maior número de militantes, simpatizantes e amigos diz respeito. Ambos os partidos vão realizar actos de massas, sendo que a UNITA escolheu Cazenga e, para não deixar os créditos em mãos alheias, o MPLA também escolheu Cazenga e Viana.
Por: Lito Dias
Pelo menos desta vez, e por se tratar de Luanda, também a mídia será posta à prova, relativamente à cobertura que se impõe.
Mas os luandenses, principalmente, não terão tanto que dar a volta à cabeça sobre como saber quem, na verdade, manda na capital do país, já que, com os seus próprios olhos, vão aferir tal realidade.
Quem também vai ser posto à prova, nas actividades políticas deste sábado, são os próprios militantes dos dois partidos que deverão mostrar o quanto estão instruídos para conviverem pacificamente, sem causar distúrbios que lesem a ordem é a tranquilidade públicas.
Para o MPLA, será segundo acto de massas, inserido na pré- campanha eleitoral, enquanto para a UNITA será o primeiro, na versão Adalberto Costa Júnior.
Este sábado vai mostrar-se se em Luanda, em Agosto, "o MPLA vai gostar" ou a oposição, "quando for a ver, já está!".
A última vez que o partido do Galo Negro realizou uma actividade de monta no Cazenga foi em 2017, durante o acto que encerrou a sua campanha eleitoral, onde conseguiu congregar um número considerável da população.
Este sábado, segundo o Secretário Provincial da UNITA em Luanda, Nelito Ekiikui, o partido espera reunir meio milhão de almas.
MPLA mantém o "já está" e a UNITA "em Agosto vão gostar".
Mesmo depois de João Lourenço, nas vestes de presidente do MPLA, ter proibido, em Menongue, o uso da expressão "quando forem a ver, já está!", no seio do partido há, ainda, quadros que insistem em usá-la para atacar a oposição, como foi o caso do deputado Pedro Augusto Conga que, nesta quinta-feira, em sede da Assembleia Nacional, desrespeitou a ordem do seu chefe.
Pela UNITA, respondeu o deputado Simão Lucas, com a expressão: Em Agosto, João Lourenço rua! Desde que despoletou, em finais de 2020, a expressão dirigida ao Presidente do MPLA, segundo a qual "em Agosto vai gostar", uma clara alusão de poderá perder as eleições, imediatamente, o MPLA respondeu com a expressão de "quando forem a ver, já está!"
Contrariamente ao maior partido na oposição, no partido no poder, esta expressão era usada também por dirigentes, como é o caso da Vice-Presidente, Luísa Damião.
Faltava apenas o presidente do partido que, meses depois, viria, em acto público, proibir o uso de tal expressão. Primeiro, em Menongue, depois no Cunene.
João Lourenço dizia mesmo que nada está feito. "Não está nada; precisamos de trabalhar para que mereçamos a confiança dos eleitores", vincou.
No entanto, o uso reiterado de dizeres, pelo deputado da UNITA, Delfino Dumbo, segundo os quais, a resolução dos problemas da população passa pela saída do MPLA do poder, enfureceu o deputado Pedro Augusto Conga, que trouxe à tona o "já está", tendo sacado alguns aplausos dos colegas de bancada.
A expressão em referência tem sido vista por alguns círculos políticos como uma revelação de que "a papa já está feita", e que em Agosto será apenas a confirmação da Vitória. Noutros termos, o resultado já está feito, apontado um cenário eivado de irregularidades.











