Congresso da Nação — Francisco Viana diz que ausência do MPLA é questão de mentalidade - Na Mira do Crime
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Congresso da Nação — Francisco Viana diz que ausência do MPLA é questão de mentalidade

Congresso da Nação — Francisco Viana diz que ausência do MPLA é questão de mentalidade


Visivelmente menos acossado com a ausência do partido governante no Congresso da Nação, Francisco Viana, que é um dos organizadores do evento, considera que a culpa da ausência não é do MPLA, mas sim da sua mentalidade.

Por: Lito Dias

Ele entende que o conclave visa encontrar soluções para os inúmeros problemas que o país enfrenta e não trazer cenários do passado.

O Congresso da Nação foi promovido por militantes do MPLA, dentre os quais o empresário Franscisco Viana e o antigo Secretário-Geral deste partido, Marcolino Moco, que, não vendo com bons olhos o rumo do país, à luz das quintas eleições, decidiram, neste fórum, discutir sobre a problemática do desenvolvimento de Angola, juntando várias sensibilidades.

Ao proceder à abertura do conclave, Francisco Viana disse que a ideia é juntar todos os angolanos para discutirem e produzirem soluções.

"Todos sabemos que, no passado, foram cometidos excessos, mas não devemos chorar pelo leite derramado", referiu, assinalando que "a nossa felicidade de hoje interessa mais do cenário do passado".

Ele tem a consciência de que nesses dois dias de congresso, não será possível discutir tudo sobre o desenvolvimento, mas tudo vai ser feito se encontrarem caminhos que vão fazer com que as eleições decorram num clima de paz, sejam livres, justas, transparentes e credíveis.

Alertou ainda para o facto de o congresso não servir como um tribunal em que se arremessa coisas contra este ou aquele actor político.

Viana lembrou que a democracia significa alternância, e "alternância não é crime".

"A filosofia não deve ser aniquilar a oposição", persuadiu, salientando que um verdadeiro Presidente da República tem de ser para todos, promovendo a inclusão e não o aniquilamento de outrem.

Pretendem propor mecanismos que visam fortalecer o Estado que aposte na meritocracia e deixe do tráfico de influência.

"Também pretendemos discutir, sem tabus, a questão de Cabinda", precisou, acrescentando que 50 anos depois, "ainda não conseguimos resolver o problema de Cabinda e os sobas não têm o apoio que merecem.

Lamentou o facto de quase 50 anos depois da independência, Angola continuar precária, e a debater-se com a falta de luz, água potável, educação, comunicação aceitável e emprego, até nas áreas que contribuem significativamente para o Orçamento Geral do Estado, como é o caso de Cabinda e Lundas.

Mais do que isso, Francisco Viana considera que em quase 50 anos de independência, o Executivo não conseguiu implementar o Conselho de Concertação Social que, dentre outros desideratos, consiga aproximar o patronato aos trabalhadores.

"O pobre também precisa de ser feliz" Francisco Viana, no seu discurso de abertura defendeu a ideia de incluir o poder tradicional no aparelho do Estado, pois ele conhece melhor os problemas da sua comunidade. Para ele, é hora de se buscar, com honestidade, para os caminhos trazem um ensino e educação de qualidade e uma remuneração condigna, pois os pobres também precisam de ser felizes.

"Daí a necessidade de se elevar o nível espiritual do nosso povo", disse.

Deixou clara a ideia de se trabalhar para fazer de Angola um bom país para se viver e, desta forma, atrair investimento estrangeiro.

"Califórnia é boa que se faça em Angola, mas tem de ser com um governo de mente aberta com vista a atrair o investimento estrangeiro", sublinhou.

Por isso, pediu aos congressistas para que sejam verdadeiros "caçadores de consenso".

"Em cada debate entre partidos políticos temos que encontrar o que temos de comum e não debates que expõem as nossas diferenças", persuadiu.

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