João Lourenço ‘obrigado’ a resolver tensão militar entre RDC e Rwanda - Na Mira do Crime
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João Lourenço ‘obrigado’ a resolver tensão militar entre RDC e Rwanda

João Lourenço ‘obrigado’ a resolver tensão militar entre RDC e Rwanda


O presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente da Conferência Internacional para Região dos Grandes Lagos (CIRGL), pode ser posto à prova, como "pacificador" na resolução da tensão militar entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Rwanda, que aumentou sobremaneira nos últimos dois dias.

Por: Lito Dias

A relação entre os dois países já teve dias melhores, mas com o ressurgimento dos rebeldes do M-23, na região fronteiriça, a RDC e o Rwanda azedaram as suas relações, nem mesmo como Estados soberanos conseguem, por enquanto, resolver o diferendo.

Esta quinta-feira, 16, o Presidente congolês, Félix Tshisekedi, reuniu, de emergência, o Conselho Superior de Defesa e decidiu suspender todos os acordos e pré-acordos assinados com o Rwanda por alegado apoio às forças rebeldes do M-23, no leste do país.

Até ao fecho dessa matéria, o presidente do Rwanda, Paul Kagame não tinha reagido à decisão do seu homólogo da RDC, apesar de já ter recebido avisos no sentido de retirar as suas tropas do território alheio.

Tudo isso acontece numa altura em que o presidente de Angola tem recebido largos elogios pela forma como tem gerido os conflitos na Região dos Grandes Lagos, cuja conferência ele preside, mormente na República Centro Africana e na RDC.

O seu envolvimento político-diplomático tem sido notório, aproveitando, obviamente, a acção de Angola no quadro desta região que representa o reconhecimento de um papel de liderança regional.

Agora, que o conflito armado parece cada vez mais evidenciado na região, principalmente no leste da RDC, Angola deverá tudo fazer para aproximar as partes beligerantes, já que, como vizinho da RDC, também pode sofrer com as consequências caso a guerra se alastre.

Se João Lourenço, aparentemente, saiu-se bem na República Centro-Africana, aproximando as partes, o mesmo não se pode dizer em relação à RDC onde, volta e meia, os rebeldes conseguem organizar-se e protagonizam acções que prejudicam a paz e a segurança na região.

Este papel que se espera de João Lourenço não deverá ser desempenhado pelo facto de Angola ser considerada potência regional (que não é), mas sobretudo devido a experiência que tem na promoção do diálogo para a resolução de conflitos na região dos Grandes Lagos.

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