Bento Bento deve dançar Kuduro em casa dele, não é com cerveja nem com jardadas que se resolvem os problemas – Viana dispara contra o MPLA
O empresário Francisco Viana, que este mês se irradiou do MPLA, partido onde militou nos últimos 50 anos, considera graves as declarações do Primeiro Secretário do Partido em Luanda, Bento Bento, segundo as quais o MPLA "vai ganhar as eleições custe o que custar".
Por: Lito Dias
Para o empresário, essas palavras devem ser bem analisadas, porque só diz isso quem sabe que vai fazer coisas que não deve.
"Custe o que custar o que? Vão ameaçar ou vão matar o povo?", questionou Franscisco Viana, para quem esta mentalidade de querer ganhar as eleições é que cria atropelos à lei.
"Ou quer fazer coisas que não deve ou comprou o árbitro", insistiu.
Respondendo às perguntas dos ouvintes numa das rádios da Capital, ele diz que Bento Bento impressiona-se com tudo e com nada.
"Quando Bento Bento fala de nós, fá-lo aparentemente como um inocente; quando diz que vão ver que já está, pensa que é fácil como se estivesse a comer um copo de yogurte", considerou.
"Bento Bento pensa que dançando Kuduro resolvem-se os problemas; ele deve dançar o Kuduro em casa dele, porque o povo não precisa disso, mas sim de emprego, saúde e educação", observou, sublinhando que não é com a cerveja nem com as jardadas que se resolvem os problemas da população, mas sim com políticas concretas.
"Se amamos o povo, devemos deixa-o a escolher os seus dirigentes, em paz", aconselhou.
Na sua óptica, o povo quer mudança, porque está cansado de promessas feitas ao longo dos últimos 50 anos.
No projecto de alternância que abraçou, ao lado da UNITA Francisco Viana espera contar com o apoio de outros empresários.
"Todos empresários que não colaborarem em público vão fazê-lo no dia do voto", garante, afirmando que são milhares e não apenas seis marimbondos, como se pretende fazer crer.
Sobre receios que se levantam à volta da sua fidelidade aos ideias da UNITA, foi peremptório em afirmar que o pode esperar fidelidade, dedicação e determinação.
"Ainda que não seja militante da UNITA, estou com a militância da UNITA, só a deixarei se me obrigarem crianças", jurou, salientando que não quer saber mais nada do MPLA. "Já decidi; e só a morte que me vai parar', asseverou











