Presidente da República ‘emagrece’ financiamento público das campanhas eleitorais
Há contas que não vão bater certo para algumas formações políticas que esperavam, até na tarde desta sexta-feira, receber um valor monetário que permitiria fazer gastos astronómicos, pelo facto ter havido um recuo.
Por: Lito Dias
É que, em decreto tornado público, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou o valor de 444.802.000 Kwanzas (aproximadamente um milhão de dólares) a título de financiamento público das campanhas eleitorais das formações políticas concorrentes às eleições de Agosto próximo.
Nas eleições de 2017, cada partido e Coligação de partidos concorrentes foi atribuído um financiamento no valor de um bilhão e quarenta milhões de kwanzas.
É com base nesse valor que se faziam as contas, mas a viragem do titular do poder Executivo é de quase 180 graus, e grupos beneficiários vão ter que se conformar com quase meio milhão de Kwanzas.
Com um bilhão, em 2017, muitos partidos, sobretudo os emergentes, conseguiram mudar de rosto, aprimoraram alguns negócios e, no final, apesar dos resultados terem sido uma vergonha, engordaram as contas bancárias.
A grandeza demonstrada pelo MPLA, nas eleições passadas, colocou-lhe numa posição em que se fica sem saber se precisava do valor em causa.
A UNITA confessou que o dinheiro que recebeu do Estado para financiar a sua campanha serviu para fazer alguma coisa, mas grande parte das actividades foram custeadas com o seu próprio dinheiro.
Esta sexta-feira, em decreto tornado público, o Presidente da República autorizou a entrega do valor referenciado, que será, na devida altura, atribuído a cada uma das candidaturas concorrentes, após aprovação pelo Tribunal Constitucional.
A atribuição da verba deverá ocorrer até ao quinto dia posterior à divulgação pelo Tribunal Constitucional da lista definitiva das candidaturas aprovadas, esclarece o decreto.
Os pequenos podem engordar em um mês Enquanto se aguarda pelo resultado do crivo do Tribunal Constitucional, as formações políticas se posicionam, sem olhar a meios, principalmente daqueles partidos sem impressão.
De resto, é este dinheiro que atrai o surgimento de vários partidos em época eleitoral que, muitos deles, acabam desaparecendo num abrir e fechar do olho.











