MPLA precisou apenas de cinco anos para acabar com a história e o legado de JES
Faltam três meses para que se completem exactos cinco anos, desde que o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos entregou ‘as pastas’ ao actual Presidente da República, João Lourenço.
Por: Carla Nayara
De lá para cá, JES que govergou Angola durante 38 anos (1979-2017) não descansou nem um minuto sequer, e viu a sua família, principalmente os filhos, a serem perseguidos pela justiça angolana e estrageira, acusados de envolvimento em vários crimes de corrupção, peculato e braqueamento de capitais
Tão logo perdeu o poder, do País e do Partido, este segundo que ainda tentou agarrar depois de notar alguma cisão entre os camaradas, Dos Santos viu às figuras que antes o endeusavam a se afastarem como o se fosse o demónio na terra.
O Excelentíssimo camarada, Engenheiro, Arquitecto da paz, Dono do ar que respiramos, incansável, Man Dudas, O Pai da Nação já não era querido, tão pouco respeitado.
Dos Santos viu até a mulher que sempre o acompanhou durante os mais de 30 anos de governação a se afastar.
Era peso demais para uma figura que já tinha por si só a saúde com alguns avisos.
Ver os filhos encarcerados e/ou exilados, com certeza nunca passou pela cabeça do arquitecto. A realidade é/era dura demais para o ancião, habituado a decidir, a ser servido e mandar.
O não reconhecimento pelos seus feitos no seio dos camaradas, pesa embora o mesmo tenha conduzido o país para um mar de corrupção, com ajuda de quase todos membros do seu partido, também pesou para debilitar ainda mais a pouca saúde do ‘mais velho’.
JES nunca julgou nenhum partidário, nenhum sequer, e esperava o mesmo tratamento por parte da sua família, talvez o pacto de governo tenha falhado nalgum detalhe, porque a realidade foi absolutamente diferente do que esperava.
Magoado, depois de ser acusado de deixar os cofres do país vazios, o Mr Presidente habituado a não reagir a provocações, respondeu ao actual chefe de Estado, mostrando a sua insatisfação.
A morte do genro que seria o pilar da família, às permanentes acusações contra à filha querida, Isabel dos Santos, e a falta do aconchego familiar também ajudaram JES a descair ainda mais.
Porém, a falta de apoio dos membros do seu partido no momento em que este ficou despido de até poder decidir se poderia ou não viajar num avião presidencial, acabou em definitivo com o ex-Chefe de Estado.
No fundo, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS vai profundamente magoado com os seus correligionários.











