Militares na reforma saem à rua para exigir aumento das pensões
Os militares reformados ponderam realizar manifestações em todo país, para exigir aumento das suas pensões prometido há mais de quatro meses. Impacientes, eles consideram haver má-fé da parte das autoridades, mormente dos Ministérios da Defesa Nacional e das Finanças.
Por: Lito Dias
A uniformização das pensões por patentes não é um assunto novo, mas agora ganhou maior vigor, porque o fosso das pensões entre militares da mesma patente é maior.
Segundo uma nota a que o NA MIRA DO CRIME teve acesso, o ministério da Defesa tem conhecimento disso, mas até agora nada faz, apesar da Lei ser clara relativamente ao estatuto dos militares na reforma.
"Como é possível militares da mesma patente, alguns receberem 311 mil Kwanzas e os outros receberem 45 mil?", questionam, referindo—se a capitães.
Na Assembleia Nacional, lembram, aquando da aprovação da lei que transforma a Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas em Instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas, o Secretário de Estado da Defesa, Marques Correia Mbanza, disse que a diferença nas pensões justificava—se devido ao tempo de serviço.
No entanto, os reformados dizem que aquela alta patente ou mentiu, ou não sabe o que se passa no seu pelouro.
"Há majores com 55 anos a auferirem 150 mil kwanzas e majores de 40 anos de idade "que nem sequer foram militares" a auferirem perto de 400 mil Kwanzas.
Com base no estatuto dos militares na reforma, eles teriam uma pensão equivalente a 85 por cento do salário dos militares no activo.
"É isso que nós exigimos", esclarecem, acrescentando que este reajuste aconteceria já em Junho, mas não se efectivou. "Caso, até Julho, não houver alteração nas nossas pensões, entraremos numa série de manifestações em todo país", lê—se no documento.











