MPLA Vs UNITA: “Duelo de titãs” sábado para aferir “quem é quem” em Luanda
No sábado, 09 de Julho, Luanda vai albergar actividades de massas dos dois maiores partidos políticos angolanos, o MPLA e a UNITA. O partido no poder, MPLA, vai realizar o seu acto de massas na Camama, município de Talatona, ao passo que o maior partido da oposição, UNITA, vai ao tradicional Largo das Escolas, município de Luanda. Um verdadeiro “tira - teimas” para ver “quem é quem” na capital
Por: Alves Pereira
Nas suas actividades, o MPLA tem priorizado a componente cultural com a participação de conceituados músicos e dançarinos nacionais e não só. O renomado músico congolês democrata Koffi Olomide, uma vez mais, foi convidado pelos “camaradas” e vai animar o acto de massas do “ême”, o que será um bom chamariz para “engrossar” ainda mais a moldura humana que vai acorrer ao Camama.
Do lado da UNITA não são conhecidos os “ingredientes” adicionais ao acto político, porém aventa-se que não faltará animação.
É caso para dizer que estas actividades serão o barómetro que vai aferir a “temperatura” política dos dois maiores contendores actuais da política nacional a nível da maior praça eleitoral do país.
Luanda, desde que Angola tem realizado pleitos eleitorais em 1992, é considerada a “praça forte”, a maior, do eleitorado angolano, a pontos de se afirmar que quem ganha em Luanda tem maiores probabilidades de vencer as eleições em todo país.
Com o passar dos dias e o aproximar da data das próximas eleições gerais, 24 de Agosto de 2022, o tempo que falta tem sido aproveitado para os “contendores”, no bom sentido, caprichar nos “treinos”, preparando-se para os desafios da campanha eleitoral que vai ditar os resultados finais através do voto dos cidadãos.
O MPLA não tem deixado os seus créditos em “mãos alheias” e vai-se desdobrando em múltiplas actividades políticas e de massas, tanto a nível dos comités provinciais e demais organizações de base, como ao mais alto nível, com o seu líder, João Manuel Gonçalves Lourenço, a não poupar esforços, efectuando diversos périplos pelas províncias, onde vai passando a sua mensagem em grandes actividades de massas.
Para observadores da política nacional, as movimentações efectuadas pelo MPLA estão a proporcionar-lhe preciosos pontos que podem fazer a diferença nas urnas.
João Lourenço, valendo-se da sua vantagem, vai alternando nas vestes de Presidente da República, aproveitando para mostrar e destacar as realizações do Executivo durante o seu (primeiro) mandato e, nas vestes de líder do partido, orientando grandes actividades de massas, passando diversas mensagens com promessas eleitorais de melhorias em todos sentidos. Nos seus comícios, em tom de ironia, não tem faltado recados à oposição, como a de “preparam-se para levar KO, porque isto ainda é apenas treino”.
UNITA acredita
O partido da oposição que aparece mais desembaraçado e, pelo que tem referido, tudo está a fazer para, desta feita, vencer as eleições gerais, é sem dúvidas a UNITA. Enquanto os demais partidos parecem conformados com a sua condição de meros “animadores”, a formação liderada por Adalberto da Costa Júnior também tem realizado visitas e actividades em várias províncias, destacando o seu “programa inclusivo” que acredita tem condições para triunfar, pois contam com os angolanos que almejam por mudanças.
A UNITA considera que “o princípio da alternância democrática tem fraco cabimento na cultura política dos dirigentes do MPLA, que estão convictos que o regime dispõe de amplas vantagens para sobrepor-se à oposição e à vontade do povo, entre as quais o controlo hegemónico do Estado”, mas não pretende “entregar de bandeja” a vitória ao adversário.
Apesar de notícias de rixas entre militantes do MPLA e da UNITA em algumas localidades, Adalberto da Costa Júnior tem sido enaltecido por pautar-se pelo apelo a não violência, interagindo com os cidadãos com uma mensagem apaziguadora e incutindo esperança na prosperidade e em dias melhores.
As actividades dos dois partido, pela grande movimentação de massas, será o prenúncio de quão renhida será a próxima disputa eleitoral, que se pretende seja realizada com urbanidade, com tolerância, harmonia e paz, em prol de Angola e dos angolanos.
Que seja uma verdadeira festa da democracia, um motivo de alegria e de orgulho angolano, afinal, sendo todos filhos da mesma Pátria, o bem comum tem que ser o objectivo principal!











