General Furtado deixa recado para a UNITA: 1992 não se repetirá em Angola
Em Agosto do corrente ano, Angola vai viver as eleições gerais mais disputadas desde o fim da guerra civil em 2002. Nas fileiras do MPLA tudo está a ser feito para captar a simpatia do eleitorado e garantir a vitória nas urnas. Em contrapartida, a oposição, nomeadamente a UNITA, estará a recorrer a todos os meios, mesmo que sejam (supostamente) subversivos, para “abafar” a popularidade do oponente, facto que está a merecer repúdio de diversos círculos políticos e da sociedade civil.
Por: NA MIRA DO CRIME
Notícias postas a circular referem que Riki Herzberg, cidadã israelita sócia de Adi Timor, a mesma que levou Adalberto Costa Júnior a Israel, conhecida como perita em tentar subverter eleições em África e na Europa, está em Angola a ensinar as suas técnicas à UNITA.
Riki Herzberg, realçam as notícias, esteve na terça-feira passada no complexo Sovismo, propriedade da UNITA e, na quarta-feira, visitou o seu Grupo Parlamentar.
A referida especialista israelita terá sido contratada pela UNITA, “para ensinar a desconstruir a imagem do candidato do MPLA e os seus comícios, explicando como se incentiva o ódio e ultraja a imagem presidencial, entre uma série de técnicas de desumanização, violência digital e propaganda agressivamente destrutiva”.
Ao que consta, Lukamba Paulo Gato é a figura da UNITA que está a trabalhar directamente com Riki Herzberg, auxiliado por Alcino Kuvalela, Nelson Bonavena, Faustino Mumbika e os directores gerais adjuntos da campanha eleitoral do partido do “Galo Negro”.

O general Francisco Furtado, chefe da Casa de Segurança Militar da Presidência da República, num vídeo que circula nas redes sociais e a que o NA MIRA DO CRIME teve acesso, foi peremptório em afirmar que, durante o período de pré-campanha e durante a campanha em si, “não serão tolerados actos de subversão”.
O general frisou que eleições significam paz, estabilidade, liberdade e consolidação da democracia. “Se alguma organização, ou se alguns irresponsáveis julgam que transformarão as eleições em conflitos, devemos deixar uma mensagem bem clara a estas figuras: 1992 não se repetirá em Angola; instabilidade e guerra não voltará a existir em Angola. Portanto, se alguém tem duas agendas, uma política e outra subversiva, a subversiva deve ser tratada no âmbito do combate ao banditismo, à sublevação armada e ao terrorismo”, advertiu.
Segundo informações, Riki Herzberg foi Adida Militar Adjunta na Embaixada de Israel em Washington nos Estados Unidos e esteve ligada à Mossad, tendo trabalhado com o Coronel Nitzan Nuriel, antigo chefe da equipa de segurança nacional de Israel.
Actualmente é descrita como sócia de Adi Timor, persona non grata em vários países devido à sua actuação perturbante em campanhas eleitorais. As empresas em que ambos têm sociedade são: Timor Consulting, Ore Innovations e a Panthera. Tudo empresas de estratégia “que andaram por aí a semear ventos tempestuosos”, frisam.
Na opinião de analistas do cenário político nacional, “a gravidade da presença destas pessoas em Angola é enorme, pois estão a tentar criar formas de subversão, insurreição e representam um claro atentado à soberania nacional”, acrescentando que “a UNITA vendeu-se ao exterior mais uma vez e está a tentar reeditar velhas guerras em novos formatos”.
Os analistas consideram também que o partido liderado por Adalberto da Costa Júnior “está em maus lençóis; Isabel dos Santos capturou a sua direcção, do mesmo jeito que ela andou a comprar acções de empresas portuguesas para, dessa forma, aumentar o seu poder financeiro”.
“Depois dos acordos firmados entre Adalberto Costa Júnior e Isabel dos Santos para esta financiar o seu partido, a UNITA acabou por ser uma presa fácil porque no fundo, só vai ser usada para assaltarem os fundos do Estado angolano e, nem os seus militantes, nem a sociedade vai tolerar isso. Todo cuidado é pouco”, rematam!
Silêncio tumular no galinheiro
Para melhor esclarecimento destas questões, o NA MIRA DO CRIME tentou ouvir a versão da UNITA.
Durante dois dias desdobrou-se para contactar alguns dirigentes deste partido, mas sem sucesso.
Dos contactos efectuados apenas um, cujo nome não é mencionado a seu pedido, respondeu de forma lacónica dizendo que este facto não é verdade e a UNITA só se pronunciará em momento oportuno.











