Campanha eleitoral: Israelitas (UNITA) ultrapassam brasileiros (MPLA) em marketing político - Na Mira do Crime
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Campanha eleitoral: Israelitas (UNITA) ultrapassam brasileiros (MPLA) em marketing político

Campanha eleitoral: Israelitas (UNITA) ultrapassam brasileiros (MPLA) em marketing político


A campanha dos partidos políticos concorrentes às eleições gerais de 24 de Agosto está em marcha, com o MPLA e a UNITA a galvanizar todas as atenções. O objectivo é conquistar o eleitorado que vai escolher um novo presidente e deputados à Assembleia Nacional. Mais de 14 milhões de angolanos estão habilitados a votar nestas eleições, incluindo, pela primeira vez, 22 mil cidadãos residentes no estrangeiro

Por: Alves Pereira

A campanha eleitoral, que teve início oficial a 24 de Agosto, está ao rubro, com os dois maiores opositores da arena política angolana, o MPLA, liderado por João Manuel Gonçalves Lourenço, e UNITA, sob liderança de Adalberto Costa Júnior, a captarem todas as atenções da sociedade e da opinião pública em geral.

O MPLA, partido que governa o país desde que ascendeu à Independência há cerca de 47 anos, almeja continuar no poder; ao passo que a UNITA, o mais ferrenho partido da oposição, quer chegar ao poder, objectivo que tem sido expresso em todos os pleitos eleitorais já realizados em Angola.

Os dois partidos têm novas lideranças, mais visionárias, quiçá mais dinâmicas. Para analistas do cenário político – eleitoral, João Lourenço leva alguma vantagem, porque concorre a um segundo mandato, já dirigiu o país por cinco anos, lidera o partido que sempre governou e tem à disposição todo um aparato proporcionado pelo controlo de instituições do Estado e não só.

Já Adalberto Costa Júnior, apesar de o seu partido ter participado em todos os pleitos anteriores e conhecer perfeitamente os prós e contras da situação, assim como as artimanhas usadas pelo adversário, concorre em desvantagem, contudo, tem a seu favor o estado de descrença, de agastamento das populações em relação ao regime pelas inúmeras situações inconvenientes que têm sido registadas no país ao longo dos tempos em que o MPLA governa.

É grande o desgaste sofrido pelo partido governante no seio das massas populares, primeiro, por se ter acomodado no poder e deixou “a caravana andar ao mesmo ritmo”; segundo, como diz o dito popular, “quem muito aparece aborrece” e os cidadãos já lhe conhecem o feito e as manhas.

Tendo o MPLA começado a sua campanha em Luanda e a UNITA em Benguela, avançando de seguida para outras regiões do país, cada um consoante o seu programa, o “combate” está a ser “travado” entre os dois líderes, com as máquinas partidárias a puxarem os cordelinhos nos bastidores em intensas campanhas de propaganda, de desinformação, de intoxicação, achicalhamento e, alega-se, de subversão.

Há a ressaltar o desafio que já foi feito há algum tempo, ainda em ambiente de pré-campanha, supostamente pelo líder da UNITA ao líder do MPLA, para um debate televiso no gênero “tête-a-tête”.

Por causa da insistência nesse frente-a-frente com Adalberto, João Lourenço, que nunca se pronunciou sobre o assunto, só agora disse, em resposta ao adversário, que esse “debate não leva comida à mesa do cidadão”. 

Para os analistas, tal tirada, em período de campanha eleitoral, pode ser “um tanto precipitada”, já que a sociedade está expectante e gostaria de ver os dois políticos esgrimirem os seus argumentos num debate na televisão.

Por outro lado, a resposta também pode ser aproveitada pelo adversário, nesta caso, a UNITA, atendendo que quem governou foi o próprio João Lourenço e, em cinco anos, a maioria do povo tem-se queixado de fome e miséria.

Sobressai também neste início de campanha o discurso de cada um dos candidatos.

O discurso de João Lourenço, começando por Luanda, província do Bengo e já no Sumbe, capital do Cuanza Sul, quando se produzia esta matéria, do ponto de vista dos analistas, tem “levado a água ao seu moínho com base na estratégia do seu partido” para convencer o eleitorado.

Enquanto isso, Adalberto, numa oratória mais singela, um tanto inovadora, está a galvanizar as massas nas províncias por onde já passou, nomeadamente, Benguela, Huíla, Cunene e Huambo, onde chegou quarta-feira (27) a tarde.

Outrossim, são as assessorias a que cada partido recorreu. A UNITA contratou a consultora israelita Adi Timor para assessorar a sua campanha eleitoral e o MPLA recorreu a especialistas brasileiros.

Também, neste quesito, antevê-se uma disputa renhida no que ao marketing político diz respeito.

Neste princípio de campanha, a balança parece pender a favor dos israelitas, que já estão a apresentar um material audiovisual que mostra a sua capacidade.

Os brasileiros, que estão do lado do MPLA, parece que ainda não “aqueceram” devidamente, mas atenção, de certeza que não vão deixar os seus créditos em “mãos alheias”. A ver se vai. Muita água ainda vai correr por “baixo da ponte”!

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