Apesar do ‘alarido’: JLO terá mais cinco anos para efectuar reformas, apontam analistas   - Na Mira do Crime
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Apesar do ‘alarido’: JLO terá mais cinco anos para efectuar reformas, apontam analistas  

Apesar do ‘alarido’: JLO terá mais cinco anos para efectuar reformas, apontam analistas  


Durante os cinco anos que esteva à frente dos destinos do país, João Lourenço, apelidado então como “Homem da Mudança”, enfrentou uma dura “corrida de obstáculos” o que tornou deveras “penoso” o seu primeiro mandato

Por: Alves Pereira

Segundo analistas que seguem ao pormenor a situação política de Angola e, particularmente, o actual peródo de campanha eleitoral, João Lourenço deverá ser reeleito para um segundo mandato nas eleições gerais do próximo dia 24 de Agosto.

Os analistas são de opinião que só uma “mudança dramática”, fará com que a reeleição de João Lourenço não aconteça.

Eleito em 2017, com a promessa de ser "o homem do milagre económico", teve de enfrentar, durante cinco anos, um percurso atribulado em meio à  Covid-19, luta contra a corrupção e males conexos em que nem sempre foi compreendido, discórdia no partido, protestos sociais, culminando com o falecimento, no princípio de Julho, do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que gerou situações menos boas com a sua família.

Desde a sua chegada ao palácio presidencial, opinam os analistas, “João Lourenço quis deixar a sua marca rompendo com o passado e conseguiu algum êxito”. Por exemplo, o lançamento da “cruzada” anticorrupção, que continua, valeu-lhe o título de “exterminador implacável” e tornou-se uma fonte de entusiasmo.

Para coroar tudo isso, introduziu inovações na comunicação presidencial, recebeu e conversou com individualidades críticas ao regime, realizou entrevistas com grupos de jornalistas e demonstrou lucidez e boa capacidade de resposta às questões sobre os problemas mais sensíveis da realidade angolana.

Ao mesmo tempo, foi introduzindo inúmeras reformas, nomeadamente ao nível económico,  com a liberalização da moeda, privatizações, saneamento do sector bancário, apoio às PME (pequenas e médias empresas), entre outras conquistas, tais como a redução da dívida pública, o controle da inflação, construção de residências, hospitais e escolas, financiamento de mais de mil projectos de diversificação da economia e recuperação, em três anos, de 5 bilhões de dólares em activos duvidosamente investidos.

Para os especialistas, tais esforços “permitem-lhe ter argumentos para defender o seu histórico”, facto que o MPLA está a aproveitar ao máximo na presente campanha eleitoral.

Assim sendo, as fontes referidas consideram que o Presidente angolano, de 68 anos de idade, “tem quase garantida a reeleição em 24 de Agosto, apesar de enfrentar um adversário de peso e respeito que se chama Adalberto Costa Júnior, líder da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) , opositor histórico do partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)”.

“Quaisquer que sejam as condições da sua reeleição, João Lourenço, num segundo mandato, vai ter que ter muito fôlego para governar um país, que além de ser potencialmente rico em diversos recursos naturais, com destaque para o petróleo, diamantes e outros, é afectado por um fraco desenvolvimento”, enfatizam.

“A sua prioridade passa por renovar-se para durar mais”, referem, acrescentando que “ele não terá outra alternativa senão reinventar-se”.

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