Ninho de marimbondos inviabiliza luta contra corrupção
As eleições de 24 de Agosto em Angola, fazendo balanço aos primeiros cinco anos de governação de João Lourenço, traz agora vários ângulos de abordagem, se tivermos em conta o principal foco do líder dos “camaradas”, que é/era lutar contra corrupção que, quer queiramos quer não, atrapalhava o desenvolvimento acelerado do nosso país.
Por: Belchior Resende (NA MIRA DO CRIME)
Com a luta contra a corrupção, principalmente no seio do partido MPLA, grémio que também lidera, João Lourenço criou inimigos em todos os corredores do edifício da Avenida Ho Chi Minh, onde estão concentrados o grosso dos de amarelo, preto e vermelho.
Tão logo tomou posse, Lourenço alertou que a luta contra a corrupção era para levar a sério, principalmente no seio do MPLA, onde estava o ninho dos marimbondos.
Sem se aperceber, o mesmo ninho, sabendo que perderia todas as benesses que ganhava em detrimento do sofrimento do povo, reagruparam-se e começaram uma caminhada ´anti-João Lourenço, anti-luta contra a corrupção’, não medindo esforços nem com quem se haviam de aliar.
Para começar, dividiram o partido em dois segmentos, os da ‘ala’ “JES”, que tudo podiam e tudo tinham, e dos da reforma, neste último caso de João Lourenço.
Mesmo com o período de graça para reverterem pelo menos parte do que haviam subtraído ilegalmente dos cofres do Estado, sem que para isso respondessem perante à justiça, estes elementos, devidamente identificados, ignoraram o ´bom senso´ do Estado e deram meia volta.
Para garantir que os seus bens ou pelo menos que a sua riqueza não revertesse a favor dos que menos ou quase nada têm, aliaram-se com partidos políticos na oposição, como garantia de que, se nestas eleições tivessem um saldo positivo, ou pelo menos deixassem cair João Lourenço, estariam livres.
Poderiam regressar ao país e desfrutar de tudo que roubaram a favor dos apoios que prestam/ram a estes políticos.
Nesta franja, ficaram também alguns supostos actvistas sociais que, como garantia do trabalho sujo, receberiam lugares no Parlamento. Alguns preferiam dinheiro em mãos e hoje destilam todo o ódio negociados nas redes sociais. Estes, para mostrar o bom serviço aos patrões até ensinam como se produz um ‘cocktail molotov’.
Esta é a fase que Angola passa neste momento, a luta contra corrupção está em cheque, porque aqueles que levaram biliões do Estado estão a financiar a sua liberdade. Estão a pagar com o dinheiro levado de todos.
Nesta linha de pensamento, os partidos e líderes de partidos que recebem financiamento da corrupção, são tão corruptos e responsáveis pela desgraça do povo, tanto quanto são aqueles que levaram quase tudo dos angolanos, e hoje ‘vivem vidas’ em países do 1º mundo, que agradecem, desde já, todo o dinheiro que estes deixam, porque ajuda a desenvolver ainda mais o seu território.
João Lourenço não está isento do impasse que hoje o país vive, longe disso, durante os seus cinco anos de governação, dialogou pouco com os ‘adversários’, fez tudo e mais alguma coisa em prol da sociedade, mas não soube ouvir o que os filhos queriam, de facto.
Por vezes, dar dinheiro aos filhos não substitui o afecto, é importante que se construa hospitais de raiz e mais alguma coisa; mas, é, antes, importante que se construam centros médicos na periferia e que se formem mais profissionais.
É importante saber dialogar com os jovens, diálogo aberto, e não autoritário. Saber ouvir é uma virtude, nem tudo deve ser respondido, ainda mais um CHEFE DE ESTADO.
O Presidente da República deve despir-se dos títulos de militar e ser um PAI, Pai que sabe ouvir todos os filhos.
Nesta luta árdua de João Lourenço, em que não estão apenas nacionais, pois que há também estrangeiros, principalmente portugueses que pensam que ANGOLA ainda é uma colónia e por isso podem ‘vomitar’ tudo aquilo que lhes vai à alma, é importante que se tenha em conta dois factores.
Primeiro, quem é verdadeiramente o inimigo do povo e, segundo, o que queremos realmente desta grande nação.
A luta contra corrupção é o chamariz para que o país se desenvolva ainda mais, e ninguém melhor que João Lourenço conhece quem são os que levaram quase tudo de Angola.
O diálogo deve estar sempre em primeiro lugar, em política não vale tudo.
O desenvolvimento não se faz em duas semanas, e não cai do céu, não é por termos este ou aquele político na Cidade Alta que tudo começa a mudar.
Estamos em vias de inviabilizar o país, da mesma forma que alguns líderes têm seguidores, o actual Chefe de Estado também tem os seus. Arruaças e faltas de respeito não resolvem problema.
É importante que a justiça angola esteja atenta a estes pormenores.
O País é jovem e está vivo e em PAZ e, portanto, é importante que os políticos percebam isso.











