Com poucas saídas: UNITA insiste que foram identificadas várias ilegalidades no processo eleitoral
A não publicação das listas provisórias dos cadernos eleitorais; a alegada extrema partidarização da Comunicação Social pelo partido no poder; a deslocalização de eleitores, entre outras questões, são apontadas pela UNITA como fracturantes e ilegais e que ensombram a transparência Eleitoral
Por: Lito Dias
Durante a sua comunicação feita na tarde desta segunda-feira, 05, momentos depois da CNE ter instado o Tribunal Constitucional a não dar provimento às reclamações do partido do Galo Negro, Adalberto Costa Júnior disse que houve diferenças enormes nos dados apresentados pela CNE e naqueles que o seu partido dispõe, com base na sua contagem paralela.
Na província de Luanda, segundo o político, a CNE atribui à UNITA 1.243.894 votos, enquanto na contagem paralela este partido totalizou 1.458.573 votos.
"Regista-se em Luanda, uma diferença de 214.679 votos", sublinhou ACJ, para quem tais diferenças abismais "e inaceitáveis" foram igualmente verificadas nas províncias de Cabinda, Zaire, Moxico, Lunda Sul, Cunene, Benguela, Huambo, Namibe e Bengo, traduzindo-se na alteração dos dados finais e na consequente perda de mandatos em cada uma dessas províncias.
Praticamente com poucas saídas, a UNITA propõe o apuramento nacional com base na Lei; no sentido de confirmar a sua autenticidade; a anulação da votação das mesas de voto onde se tenham observado irregularidades; a Inspecção Judicial a todas as actas em posse da CNE e dos partidos políticos; a comparação das actas na posse dos diversos concorrentes, com as da CNE.











