Dream Team: Os 'cérebros' de João Lourenço que vão ajudar a fazer a diferença no novo ciclo
Tal como era suposto, o MPLA venceu as eleições gerais de 24 de Agosto do corrente ano, com maioria absoluta. Quinta-feira, 15 de Setembro, o Presidente da República, reeleito, João Lourenço, e a nova vice-Presidente da República, Esperança Maria da Costa, tomam posse na presença de vários chefes de Estado e de governo, entre muitos convidados nacionais e internacionais.
Por: Alves Pereira
Para analistas atentos ao cenário político de Angola, João Lourenço só não seria reeleito se acontecesse uma “mudança dramática”.
Contudo, contra todas as adversidades, o eleitorado, mais uma vez, deu o seu voto de confiança ao MPLA e, assim sendo, João Lourenço está num segundo mandato e vai necessitar de muito empenho, dedicação e visão estratégica para para governar.
Para tal, vai ter que fazer-se rodear de uma poderosa equipa de colaboradores que compartilhem a sua visão.
É comum dizer-se que o governo do seu primeiro mandato foi o melhor possível, não fossem alguns empecilhos surgidos no percurso e a pandemia da Covid-19, muito mais e melhor teria sido feito. Agora, com mais um mandato de cinco anos, João Lourenço tem mais uma oportunidade para fazer, quiçá concluir, muito do que ficou por executar.
Entretanto, os analistas e em determinados meios da sociedade civil, afirmam que o Presidente da República fez más escolhas e rodeou-se de muita gente desonesta, vulgo embusteiros, que em nada o beneficiaram.
Ao longo do percurso, alguns foram deixados para trás, tal como o general Pedro Sebastião, ex-ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança Militar da Presidência, para só citar este.
Por este facto, o Chefe de Estado tem que ponderar melhor com quem pode contar para o acompanhar nos próximos desafios.
Segundo a opinião pública, desta feita, o Presidente tem de evitar trabalhar com governantes que já lhe provaram que são indivíduos mais preocupados com a sua vaidade pessoal, que falam muito, mas executam pouco ou nada.
Entre o que se fez e o que se deixou de fazer, o resultado menos bom do balanço do primeiro mandato tem a ver com os seus colaboradores de um modo geral.
O Governo (Executivo) precisa de uma boa “vassourada”, ou seja, uma limpeza profunda impõe-se neste novo ciclo; as figuras decorativas e os que fazem “verbo encher” não podem continuar.
Os analistas apontam algumas individualidades que devem continuar e que, idependentemente, dos departamentos em que estiverem, estes responsáveis devem ser a equipa da frente, vulgo “dream team” do Executivo que vai impulsionar toda a máquina governativa para rumar firme e forte para se alcançar os objectivos preconizados.
A este propósito, são considerados como figuras incontornáveis para fazerem parte do referido “Dream Team”, o general Francisco Pereira Furtado, ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Fernando Miala, director do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SINSE), Adão de Almeida, ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, director do Gabinete do Presidente da República, Eugênio Laborinho, ministro do Interior, Sebastião Domingos Gunza. Inspector Geral da Administração do Estado, Sílvia Lutucuta, ministra da Saúde, Vera Daves, ministra das Finanças e… Ângela Bragança, provável substituta de Carolina Cerqueira como ministra de Estado para a Área Social, José Massano Júnior, governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e a nova presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira.
Este grupo, é descrito como um colectivo de governantes destacados e que vão fazer a diferença e impulsionar, de facto, a governação e impôr uma dinâmica diferente ao Executivo liderado pelo Presidente João Lourenço neste novo ciclo governamental.
Recorde-se que João Lourenço foi eleito pela primeira vez em 2017, e foi apontado como "o homem do milagre económico", mas teve de enfrentar, durante cinco anos, um percurso atribulado em meio à Covid-19, a luta contra a corrupção e males conexos em que nem sempre foi bem compreendido, discórdia no partido, protestos sociais, culminando com o falecimento, no princípio de Julho do corrente ano, do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que gerou situações menos boas com a sua família.
Desde a sua chegada ao palácio presidencial, opinam os analistas, “João Lourenço quis deixar a sua marca rompendo com o passado e conseguiu algum êxito”. Por exemplo, o lançamento da “cruzada” anticorrupção, que continua, valeu-lhe o título de “exterminador implacável” e tornou-se uma fonte de entusiasmo.
Neste segundo mandato, espera-se que traga mais “ar fresco” para que a sociedade se desenvolva airosamente e os cidadãos “respirem melhor”!











