Mais cinco anos na oposição - UNITA estabelece balizas para próxima legislatura
Depois de anunciar a tomada de posse dos seus deputados, está sexta-feira, 16 de Setembro, a UNITA já pensa no que fazer ao longo dos próximos cinco anos, em que pretende tudo fazer para que se realizem as eleições autárquicas.
Por: Lito Dias
Na sua comunicação desta quinta-feira, 14, o líder da UNITA, que é também coordenador da Frente Patriótica Unida (FPU) disse que após diálogo "franco e profundo" mantido nas 18 províncias, foi constatado que o "Partido Estado vigente no nosso país desde a independência continua a constituir-se num entrave à construção de um verdadeiro Estado Democrático de Direito".
Sobre o que vai fazer, doravante, Adalberto Costa Júnior sublinhou que a UNITA/FPU reitera o seu posicionamento sobre Cabinda que constitui uma prioridade no debate das reformas que se impõem, possibilitando um estatuto digno, através do diálogo franco e aberto, com todas as forças vivas locais.
"A UNITA/FPU lutará, com todas as suas forças, para que a legislatura que ora inicia, seja de mais democratização e participação dos cidadãos, através de uma Agenda mínima de: efectiva institucionalização e funcionamento das Autarquias em todo o território nacional; tratamento igual e direito ao contraditório nos órgãos estatais de comunicação social", garantiu.
Para o político, é preciso pôr fim à impunidade daqueles que reiteradamente subvertem a vontade do povo expressa nas urnas.
"Eleição directa do Presidente da República e clarificação da separação e interdependência de poderes, bem como a despartidarização efectiva da Administração Pública, dos órgãos autónomos e do poder judicial, são dentre outros os pontos que o maior partido na oposição quer ver materializados.











