Xinguilamentos de Tchizé: Um caso clínico de transtorno depressivo e saúde mental
O clã Dos Santos perdeu o leme e está cada vez mais enfraquecido. Hoje por hoje, é apenas uma sombra de si mesmo. Tchizé dos Santos, uma das filhas do malogrado antigo Presidente José Eduardo dos Santos (JES), pelas muitas incongruências que tem propalado aos “quatro ventos”, só tem contribuído mais para o descalabro da família e desonra da memória do seu progenitor
Por: Alves Pereira
Nos últimos dias, a filha “rebelde” de JES, possuída pela sua incontrolável fúria, tem “expelido o seu veneno” através das redes sociais, como sempre, em mensagens incitadoras de ódio, violência e de retorno à guerra, maldizendo quem optou em seguir o caminho da Paz para resolver diferendos, sobretudo os que têm a ver com os resultados eleitorais.
Diz-se que “a maior alegria do vilão é ver o circo pegar fogo” e o comportamento demonstrado por Tchizé dos Santos aponta nesse sentido. Frustrada com o resultado final das eleições gerais realizadas a 24 de Agosto último, que diz não aceitar, atirou-se agora contra o partido (UNITA) e o seu líder, que alega ter apoiado “para derrotar João Lourenço”, porque ter-se-ão “rendido” aos “encantos” do MPLA e, em vez de sair à rua com decisão e brutalidade para reivindicar “a recontagem dos votos”, submeteram-se e, em vez de fazer valer os seus direitos, preferiram juntar-se aos seus “algozes”, tomando assento na Assembleia Nacional e no Conselho da República, bem como comparecendo a encontros com governantes, como foi o caso do encontro entre o Governador provincial de Luanda, Manuel Homem e o secretário provincial de Luanda da UNITA, Nelito Ekuikui.
No entender de Tchizé, a posição da UNITA, principalmente a do seu líder, é uma autêntica traição aos que confiaram e votaram neles, porque a alegação de Adalberto Costa Júnior de que “o poder não vale o banho de sangue do povo” não passa de uma justificação “de quem só usou o povo para chegar onde chegou” e que foi ela que mais contribuiu para mobilizar o eleitorado que votou na UNITA e FPU “para ganhar as eleições” que acabaram por ser manipuladas.
Para analistas do panorama político angolano, a afirmação de Tchizé não colhe, porque há muito tempo que anda ausente do país e não teve como mobilizar os angolanos das várias regiões de Angola, como os de Cabinda, do Zaíre e os dos municípios de Luanda que depositaram a sua confiança no partido do Galo Negro. “Até mesmo na diáspora ela nada fez porque não tem credibilidade para tal”, referem, acrescentando que “Tchizé é um caso clínico de transtorno depressivo e saúde mental e deve ser internada com urgência para que a sua paranóia não contamine a sociedade, principalmente a camada jovem”, alertam.
“O que ela queria mesmo era fazer ‘descarrilar o comboio’ e mergulhar o país num caos sangrento em que os sacrificados seriam os pacatos cidadãos, enquanto ela ficaria por cima do muro a aplaudir”, sublinham.
Depois do grande “show” que deu nos dias que antecederam o falecimento do seu pai e, posteriormente, com a polémica que se instalou por causa do seu funeral, se o corpo devia ou não seguir para Angola, a filha de José Eduardo dos Santos e Maria Luísa Abrantes, ao seu jeito, descarado e arrogante quanto baste, Welwitschea José dos Santos, vulgo Tchizé, que foi a filha que mais deu a cara, que falou, gritou, xingou e xinguilou, supostamente em defesa do seu progenitor e da sua honra, atirou-se contra os irmãos, com destaque para a irmã mais velha, Isabel dos Santos, não poupou a madrasta Ana Paula e lavou “roupa suja” em hasta pública, no fundo, só tem dado uma de “vítima” por ver as suas ilusões esfumarem-se e o “castelo de areia” que construiu ruir.
Foi, de facto, um “espectáculo” deprimente, com muita baixaria, que teve de tudo, até cenas de pancadaria como a que aconteceu entre Ana Paula e Isabel dos Santos, inimaginável na “família real”, que espantou tudo e todos e teve repercurssões bastante negativas na opinião pública internacional e denegriu a imagem do país e o bom nome dos angolanos.
Os filhos mais velhos do falecido Presidente, instigados pela irmã, Tchizé, ameaçaram tomar posições drásticas, perderam o norte e tal e qual “Dom Quixote”, atiraram-se a “moínhos de vento”.
O “inimigo de estimação” de Tchizé, quiçá dos irmãos Dos Santos, é o Presidente João Lourenço, como ela faz questão de sublinhar constantemente, acusando-o de perseguição e de ser o causador de todos os males que a acometem.
Tchizé, e os seus irmãos, no alto da sua arrogância, estão a ser pouco inteligentes e a demonstrar que não aprenderam nada ao longo do tempo em que tudo podiam; deviam ao menos saber que a atitude que adoptaram em nada os beneficia.
José Eduardo dos Santos herdou uma pesada herança que lhe foi entregue pelo próprio MPLA, depois da morte de Agostinho Neto. Aguentou o regime que herdou em meio à guerra fria; enfrentou e contornou com serenidade as imposições soviético – cubanas; aguentou décadas de guerra civil e conseguiu, ante enormes pressões, manter a integridade territorial, a dignidade do povo angolano e chegar à paz. São factos inegáveis e históricos.
O Eng. José Eduardo dos Santos foi o primeiro a aceitar que Angola chegasse às eleições em 1992, num acto democrático e multipartidário, facto que deveria ter acontecido em 1975, entre a FNLA, o MPLA e a UNITA, por altura da independência nacional. Ele foi sim o “Arquitecto da Paz”. Porém, também cometeu muitos erros ao longo das décadas em que esteve no poder e liderou o país. Isso também é inegável.
Mas Tchizé, e os outros membros do clã, parece não saberem disso. Muitas acusações que fazem ao Presidente João Lourenço hoje, também aconteceram com o seu pai, como as acusações de fraude eleitoral, entre outras, que são inerentes ou idealizadas pelo regime instalado e conduzido pelo MPLA.
Os irmãos Dos Santos, sobretudo a Tchizé, deviam calar-se, reflectir melhor na realidade das situações e agir de acordo, porque o mundo não gira à volta dos seus umbigos. Muitas vezes, quem pouco ou nada fala, expressa-se melhor e contribui grandemente para o bem comum.
Desde que o Presidente João Lourenço assumiu o poder em 2017, que se instalou um clima belicoso entre o Chefe de Estado e a família do seu antecessor. João Lourenço desfraldou a bandeira do combate contra a corrupção e a família de José Eduardo dos Santos, principalmente, os seus filhos, foram apanhados pelo “radar” e acusados de terem enriquecido através da apropriação para seu benefício pessoal de fundos públicos. Contra factos não há argumentos.
Assim, Filomeno José dos Santos “Zenú”, ex-patrão do Fundo Soberano de Angola, julgado e condenado a cinco anos de cadeia, entretanto à espera de recurso interpostos ao Tribunal Supremo; Isabel dos Santos, a filha mais velha do ex-Presidente, que foi nomeada pelo pai como presidente da petrolífera nacional Sonangol, e chegou a ser considerada como a mulher mais rica de África, cujo “império” sofreu um duro golpe com apreensões de bens e múltiplos processos judiciais, além de acusações de peculato contra ela; Welwitchia dos Santos “Tchizé”, ex-deputada da bancada parlamentar do MPLA e empresária que, à semelhança da irmã, também tem sido alvo de apreensão de bens, sendo o mais recente a retirada, a 30 de Setembro do corrente ano, da licença de actividade bancária do Banco Prestígio, fundado por ela, entre outros, são apenas alguns dos aspectos que começou a afundar o “poderoso” clã Dos Santos.











