NOTA NEGATIVA: Alguém viu por aí a oposição ou um deputado?
Nos últimos dias muito se tem falado da situação política do país depois das eleições gerais. No calor do processo eleitoral, principalmente durante a campanha para “caçar” o voto do cidadão, todos os concorrentes, cada um usando os seus argumentos, apresentam-se e fazem crer que são os melhores e que têm mais capacidade para governar o país. Depois de acomodados, até daqui a cinco anos!
Por: NA MIRA DO CRIME
Eleições gerais realizadas, apurado o vencedor, isto no caso de Angola, os partidos da oposição, que elegem deputados, levantam algumas polémicas, mostram descontentamento por não terem alcançado o poder, para tal alega-se sempre o “fantasma” da fraude, proferem alguns discursos inflamados e depois, as pessoas que indicam para deputados, acabam por tomar assento na Assembleia Nacional.
A partir daí, praticamente, tais partidos desaparecem da vida nacional, tornam-se equidistantes, acomodam-se e deixam o tempo passar, ou seja, permanecem em hibernação, quais serpentes depois do repasto. Quando os cinco anos estiverem a findar, às portas de um novo pleito eleitoral, começa-se então a preparação para outra “caçada” e assim sucessivamente.
A questão que se tem levantado é: os partidos políticos em Angola só servem para fazer esse “carrossel”? Afinal ser deputado, dito representante do povo, é apenas um “emprego de luxo” que confere várias benesses tais como impunidade, salário milionário, carros de luxo, casa gratuita, em condomínios, empregados, passaporte diplomático, carro de apoio à casa, carro de apoio à namorada, etc? É para isso que se luta tanto para entrar numa lista qualquer de acesso ao parlamento?
Então, onde ficam as agendas e/ou os programas de governação desses partidos? Será que fazem um análise profunda à real situação do país, será que acompanham o desempenho do Executivo, o que é concretizado e o que não é e se o povo, a sociedade em geral, beneficia de facto dos programas, dos projectos e dos proventos dos Estado?
São muitas questões cujas respostas se resumem no facto de os políticos angolanos serem indivíduos que se acomodam nas mordomias do poder, apenas almejam riqueza, ostentação e o povo, se o país anda ou desanda, que se dane.
O deputado, depois de eleito, nem vai ao encontro do seu eleitorado, até esconde-se em carros de vidros fumados para não serem vistos. Na Assembleia Nacional, alguns deles não apresentam ideias, limitam-se a levantar a mão e, às vezes, nem isso, entram mudos e saem calados, o que significa que os partidos que representam só possuem agendas de fachada.
Um partido que se preze deve ser presente a tempo inteiro no seio das populações. Tem que apresentar alternativas de governo, apontar falhas, aconselhar os que estão na governação sobre questões de importância nacional que estejam a ser vistas de forma incorrecta ou mesmo escamoteadas, tem de mostrar as valências que disse possuir ao eleitorado, exemplificando como faria se fosse governo, entre outros, mas isso não acontece em Angola.
Esta situação, que tem sido muito badalada em meios sociais nos últimos dias, foi eleita a Nota Negativa desta semana. Os angolanos querem ver os partidos políticos, principalmente os que têm assento parlamentar, porque têm responsabilidades acrescidas, mais actuantes, verdadeiramente presentes e não adormecidos, com as ideias “engavetadas” à espera de um novo pleito eleitoral daquia a cinco anos, ora xiça pá!











