UNITA nega ter expulsado Tão Savimbi depois de declarar apoio a João Lourenço
Tão Kanganjo Savimbi, um dos filhos do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, decidiu apoiar, nas últimas eleições gerais de 24 de Agosto, o candidato do MPLA, João Lourenço, uma atitude que, para já, foi reprovada pela maioria dos militantes. Ainda assim, o partido do Galo Negro fez saber que em nenhum momento decidiu expulsar "o filho do líder".
Por: Lito Dias
Informações sobre a pretensa expulsão do "do compatriota" já pairam nas redes sociais.
No entanto, o Secretariado da Comunicação e Marketing do Partido, em comunicado publicado este sábado, 19, disse tratar-se de uma notícia falsa.
"Com efeito, o Presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior não procedeu à expulsão de nenhum membro da UNITA", refere, acrescentando que também a segunda Reunião da Comissão Política não aprovou nenhuma expulsão de membros da UNITA, nem teve na sua agenda de trabalhos a expulsão de quem quer que fosse.
Para o maior partido na oposição, trata-se de uma "brincadeira de mau gosto que só mancha a reputação dos seus autores".
O apoio que assusta
Na verdade, e como este jornal fez referência, o anúncio feito por Kanganjo nas redes sociais apelando o voto a João Lourenço, "assustou" alguns militantes, sobretudo quando surgiram rumores de que outros irmãos e primos fariam o mesmo.
Internamente, alguns franziam a testa não por serem militantes da UNITA, mas sobretudo por serem filhos de quem foram.
Numa altura em que se reclamava a participação na vida política dos filhos mais velhos de Jonas Savimbi, uma saída em bloco para o outro lado da barricada seria desastrosa.
Uma fonte próxima da UNITA confidenciou a este jornal que desde 2019, Tão Kanganjo não participa afincadamente nas actividades político-partidárias, mas é visto, não poucas vezes, de mãos dadas com elementos da bófia externa, o que era considerado bom prenúncio de um grande "namoro".
Mais para cá, o filho de Jonas Savimbi efectuava viagens para o exterior do país, com pessoas alheias à UNITA, tenho culminado com a atribuição de um cargo na embaixada de Angola no Senegal.
Sobretudo depois das exéquias de Savimbi em Lopitanga e do encontro que mantiveram com o Presidente da República, alguns filhos tentaram consolidar a sua simpatia pelas estruturas do Executivo, tendo o filho mais velho, Cheya Savimbi, declinado o cargo que Adalberto Costa Júnior lhe havia confiado.
Actualmente, Apenas Rafael Massanga Savimbi, Ginga Savimbi e Ululi Savimbi continuam de pedra e cal fiéis, de peito aberto, aos ideais defendidos pelo seu pai, morto em 2022.











