47° Aniversário do SIC: Ministro do Interior promete promoção a efectivos que não tenham "padrinho na cozinha”
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) celebrou o seu 47° Aniversário nesta segunda-feira, 28, tendo o acto central sido realizado na cidade de Malanje, com a presença de destacadas figuras. A representar o governo de Malanje esteve o vice-governador provincial para o Sector Político, Social e Económico, Domingos Eduardo. Do Interior esteve a mais alta entidade, o ministro Eugénio Laborinho, ladeado pelo responsável do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), General Fernando Garcia Miala, pelo Comandante-geral da Polícia Nacional, Comissário-geral Arnaldo Manuel Carlos e pelo anfitrião, Director-geral do SIC, Comissário-chefe António Paulo Bendje.
Por: Osvaldo de Nascimento (em Malanje)
Dissertando sobre o percurso do SIC, a entidade máxima do Ministério do Interior, Eugénio Laborinho disse que, 17 dias após a Independência Nacional, entrou em funções o primeiro grupo de funcionários da Polícia Judiciária de Angola que, pelo cumprimento das suas atribuições, foi sofrendo várias transformações até chegar ao órgão que hoje denominam como Serviço de Investigação Criminal.
“Ao longo destes 47 anos os efectivos do SIC consentiram enormes sacrifícios, associado a isso, enfrentaram as mais distintas dificuldades nas acções de prevenção e repressão à criminalidade”, disse, acrescentando que, actualmente, o SIC é reconhecido como uma instituição de Polícia Criminal e Judiciária moderna e de referência, e uma marca incontornável que merece o respeito de todos os cidadãos, instituições públicas e privadas do país e não só.
“Apesar das imensas dificuldades com que ainda se confronta”, continuou, “o SIC obteve ganhos significativos nos últimos anos, sobretudo no que diz respeito ao reforço de números de efectivos, a capacitação de quadros, melhoria de infra-estruturas, equipamentos tecnológicos bem como a qualidade do serviço que presta aos cidadãos”.
O governante explicou que, nos últimos anos, o Executivo angolano tem vido a potenciar o SIC com infra-estruturas modernas, viaturas especializadas, meios técnicos de investigação criminal e equipamentos sofisticados de medicina legal de criminalística.
Laborinho diz reconhecer que actualmente os efectivos do SIC estão melhores formados e capacitados, o que vem permitindo uma maior eficiência e eficácia no resultado da sua actividade profissional.
“Em consequência disso, é notório o número de esclarecimentos de crimes, incluindo os de maior complexidade, assim como a redução dos crimes cometidos com violência e com recurso a arma de fogo”.
O ministro pediu que o órgão (SIC) presta maior atenção aos crimes de corrupção, branqueamento de capitais, vandalização dos bens públicos, tráficos de droga e recursos minerais, contrabando de combustíveis, pirataria, violência doméstica, delinquência juvenil assim como crimes sexuais, cibernéticos e ambientais.
Cooperação com a Polícia Nacional
O número 1 do Interior pediu o estreitamento de relações entre o SIC e a Polícia Nacional (DIIP), bem como demais órgãos de Defesa de Segurança, para materialização dos princípios da Inteligência, Audácia e Lealdade.
SIC será reforçado com novos efectivos
O ministro do Interior explicou que nos próximos meses o SIC será reforçado com novos efectivos, bem como será implementada a formação contínua dos seus quadros, visando rejuvenescer o órgão e dar melhor resposta à criminalidade.
Promoção dos efectivos
Eugénio Laborinho garantiu que continuará a promover os efectivos do SIC, principalmente os que se encontram há vários anos com a mesma patente.
“A título de exemplo, hoje a província de Malanje foi beneficiada com várias nomeações, patenteamentos, promoções e graduações de oficiais superiores, subalternos, subchefes e agentes, incluindo a reconversão de carreiras da Polícia Nacional para o SIC”.
Desta forma, o responsável do Interior prometeu a continuação deste processo em todas as províncias do país, pois, sublinhou, ninguém pode ser prejudicado pelo facto de estar colocado fora de Luanda, ou ainda por não ter amigo ou familiar em recursos humanos ou padrinho na cozinha.











