Plano de "compra de consciências" tem mão de Kachiungo, diz fonte da UNITA  - Na Mira do Crime
Sábado, 21 de Nov 2020 24ºC Luanda, Angola

Recentes

NOTA NEGATIVA: Chineses ‘avacalham’ angolanos em solo pátrio sob olhar impávido das autoridades Irmão de C4 Pedro e filho do PCA da Gesterra: Bandidos provenientes de famílias com ‘posses’ capturados durante assalto na Via Expressa Centro de Saúde 'Palanca II' com casas de banho sem condições de higiene Corrupção na Inspecção do Comando Geral: Trânsitos obrigados a pagar 600 mil Kwanzas para evitar processo disciplinar
×

Plano de "compra de consciências" tem mão de Kachiungo, diz fonte da UNITA 

Plano de "compra de consciências" tem mão de Kachiungo, diz fonte da UNITA 


A apelidada "compra de consciências", alegadamente protagonizada por sectores ligados ao partido no poder, tendo como alvo a UNITA, poderá ser a nova arma letal para, mais uma vez, atacar a liderança de Adalberto Costa Júnior, cujo plano está em marcha muito antes das eleições de Agosto último. 

Por: Márcia Mara, Lisboa 

Para levar adiante, segundo a nossa fonte, os precursores do plano, que dentre serviços secretos e gabinetes da acção psicológica do partido governante, deverão contar com os préstimos do ex-deputado da UNITA, José Pedro Kachiungo (JPK) que, desde 2019 não presta créditos ao maior partido na oposição, onde se fez homem político.  

Depois de ter perdido na concorrência à liderança do partido, a par de Alcides Sakala, Abílio Kamalata Numa e Raul Danda (já falecido), a favor de Adalberto Costa Júnior, JPK nunca mais foi visto no seio da cúpula do Galo Negro, por não se rever na actual liderança. 

Também, participou poucas vezes nas reuniões plenárias da Assembleia Nacional, sem sofrer a mão pesada do Regimento Interno da Casa das Leis, o que suscitou comentários entre colegas.  

A nossa fonte refere que o seu desaparecimento temporário da capital do país, alegadamente por razões de doença significou o insuflar de ar fresco para novos voos no campo político-partidário, sendo que o político parece ter caído nas malhas do 'maioritário', embora não o tenha declarado, como é da praxe para deserções do 'galinheiro'. 

Kachiungo, disse a nossa fonte, já não é visto como militante da UNITA, e os seus partidários já sabem que presta serviços ao Executivo angolano, devendo os próximos dias exporem as suas novas funções "do outro lado". 

"O importante é o dinheiro" 

O financiamento de partidos políticos faz com que alguns, como é caso da UNITA, se sintam fragilizados quando esse dinheiro não chega às suas mãos, para realizar múltiplas actividades; desde as deputações (no caso de grupos parlamentares) às actividades políticas.  

Pior ainda, fazendo fé na nossa fonte, esse dinheiro nem sempre chega a tempo, causando "enormes constrangimentos". "No fundo, se a verba não for disponibilizada dentro dos prazos, muitas actividades políticas ficam beliscadas e quem sai a ganhar nisso tudo é o MPLA que vê, assim, a pressão dos seus adversários diminuída". 

JPK, diz a fonte, trouxe um outra forma de ver a vida, onde o mais importante, "depois da vida é o dinheiro". Só que esse dinheiro, em seu entender, deve ser fruto de muito trabalho. 

Nos bastidores, por exemplo, José Pedro Kachiungo é tido como quem desenvolveu uma campanha silenciosa a favor do MPLA, esclarecendo o povo do planalto Central, principalmente das regiões do Bailundo e Andulo sobre as vantagens do Programa de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social 'Kwenda', lançado pelo Executivo angolano, em Maio de 2020. 

"Durante a campanha eleitoral, ele andou por estes municípios a caçar o voto para o MPLA e, claro, diabolizando a UNITA; e, pelos vistos a estratégia funcionou e a maioria dos eleitores apostou no partido que instituiu o Kwenda", precisou a fonte. 

Do dia 24 de Agosto para cá, muitos quadros do partido do Galo Negro, a todos os níveis, têm sido contactados no sentido de abandonarem a organização em troca de dinheiro, para alegadamente reduzirem as dificuldades.

"Nessas jogadas têm rolado muitos milhões", sublinhou.  Também dizem ter notado agitação nas instituições judiciais, quando o assunto é diabolizar o maior partido na oposição, sobretudo o seu líder.  

Apercebendo-se disso, a direcção da UNITA considerou o facto  interferência na organização e funcionamento de partidos políticos por via dos tribunais e compra de consciências através dos serviços de segurança. 

O nome JPK novamente aparece conotando-o como estratega nessa  identificação dos alvos cujas consciências interessam ao partido governante. "Se a onda continuar, com o político à testa, certamente, muitos acabarão por largar o barco guiado por Adalberto Costa Júnior".  

Você pode partilhar este post!




Artigos Relacionados