Velhos amigos à parte - Presidente da República abre portas para o investimento americano
O Presidente angolano, João Manuel Gonçalves Lourenço, apercebeu-se, desde cedo, que as alianças são boas, mas não perenes; é preciso situá-las no tempo e no espaço. Essa estratégia levou Angola a redefinir a sua relação com alguns países é, nalguns casos, relegar para um standby a cooperação com velhos aliados, como é o caso da Rússia e Coreia do Norte, só para citar estes, já que, agora, tem os olhos fitos na cooperação com ocidente, sobretudo com os Estados Unidos de América, de quem já recebe largos elogios
Por: Lito Dias
A cooperação entre os Estados Unidos de América e Angola já conheceram momentos azedos, durante a guerra fria e alguns anos depois, apesar da exploração petrolífera ter aparentemente mantido os dois governos mais próximos.
No entanto, o ex-presidente, José Eduardo dos Santos, levou mais tempo a atrair o investimento americano do que o actual presidente, João Lourenço, que imprimiu nova velocidade e determinou novas rotas de cooperação.
Enquanto o mundo se conforma com a ideia de que os Estados Unidos e Angola só colaboram em áreas de petróleo e energia, João Lourenço olhou as coisas de forma mais alargada.
Ou seja, convidou os empresários norte-americanos a investirem em Angola, noutros domínios.
Esta visão foi dada a conhecer esta segunda-feira, 12, em Washington, durante uma mesa redonda com homens de negócios do país mais desenvolvido do mundo, na Câmara de Comércio EUA/Angola.
Para ele, Angola está de portas abertas para o investimento americano nos domínios da agricultura e do turismo, onde diz haver grande potencial para explorar.
João Lourenço entende ser importante que, fora dos diamantes, os empresários dos EUA procurem explorar em Angola minerais raros, como o níquel e outros necessários para produzir acumuladores de viaturas e outros.
As áreas de conservação foram sublinhadas por Lourenço, lembrando que a esse respeito, Angola assinou há um ano, nos EUA, um contrato com a African Parks, para a gestão do Parque Nacional do Iona.
O projecto só não avançou por causa do Covid -19. Mas agora que o impedimento ficou dissipado, o Chefe de Estado angolano acredita que esse projecto vai permitir que o parque tenha boa gestão e atrair o turismo para aquela região do país.
Noutro ângulo, ainda no domínio de investimento, João Lourenço anunciou que Angola está a negociar, com a empresa Acrobridge, a assinatura de um contrato de aquisição de cerca de trezentas pontes metálicas, para servir a parte civil e militar, afirmando que as pontes serão repartidas entre o Ministério da Construção e Ordenamento do Território e as Forças Armadas Angolanas (FAA).











