Diretor-geral do SIC quer “olho clínico” no combate as drogas pesadas e crimes de "colarinho branco"
O Director-Geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Comissário-chefe António Paulo Bendje, pediu aos efectivos do SIC e demais órgãos de Defesa e Segurança, uma atenção redobrada nos crimes de tráfico de droga e de colarinho branco.
Por: Osvaldo de Nascimento
Esta posição foi tomada no acto de encerramento de formação de Inspectores da ANIESA.
O oficial recordou que o país vive actualmente um momento de grande empenho no combate a corrupção e de crimes conexos e, por se tratar de um crime de “colarinho branco”, onde os seus actores utilizam todos os meios ao seu alcance para desvirtuar a verdade dos factos, “o combate deve continuar a ser com muita inteligência, audácia, perspicácia e lealdade para que possamos agir com eficácia, eficiência e efectividade, no sentido de se fazer justiça, através da responsabilização criminal dos seus mentores”.
Bendje realçou ainda que, um outro tipo de crime que deve ser combatido com maior vigor, é o trafico de drogas, por constituir um problema de Segurança Nacional, que afecta a Saúde Pública, a Ordem Interna, na medida em que se procura enraizar nos diversos níveis sociais, promovendo a criminalidade organizada, violenta e o branqueamento de capitais.
“Neste particular, temos estado a encontrar drogas misturadas com produtos importados, no interior de contentores que são desovados”, observou.
“Apelamos mais uma vez a terem um olho clínico durante as acções de fiscalização e inspecção económica, para se detectar as astúcias de alguns operadores do mercado”.
ANIESA mais competente
Durante dois dias, inspectores da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), formados por técnicos da Procuradoria-Geral da República e Especialistas do SIC, em matérias de instrução processual, e técnicas de Investigação e Protecção de Provas.
Neste particular, o responsável do SIC o Director Geral do SIC, manifestou a necessidade do reforço da cooperação institucional para o desmantelamento das redes criminosas, tendo considerado que foram acrescidas ferramentas necessárias para uma actuação profícua correspondente aos desafios do momento.
Por outro lado, apelou aos Inspectores a "adoptarem uma postura que salvaguarde o bom nome da Instituição, evitando a prática de actos cobertos de ilicitudes, insolência, abuso de poder e outras práticas proibidas" finalizou.
No acto esteve presente o Inspector Geral da ANIESA, Diógenes de Oliveira e Inspectores Gerais Adjuntos da ANIESA.











