Deputado da UNITA alerta: “Estrangeiros, sobretudo chineses, estão a mandar no nosso país”
Francisco Viana, deputado da UNITA disse, em Luanda, que vai propor ao parlamento a realização de um estudo sobre "a invasão nefasta de certos domínios por estrangeiros"
Por: NA MIRA DO CRIME
O deputado do maior partido da oposição angolana disse, quarta-feira (14), em Luanda, que vai propor ao parlamento a realização de um estudo sobre “a invasão nefasta de certos domínios por estrangeiros”, com destaque para os cidadãos chineses.
Falando na qualidade de coordenador para a província de Luanda, no âmbito das visitas de constatação às 18 províncias de Angola realizadas por deputados da UNITA, Francisco Viana denunciou o que chamou de “invasão de estrangeiros”, apontando cidadãos chineses que estão “no tráfico da madeira, dos golfinhos e tudo no mar, tudo que é bicho tomam conta”, alerta, acrescentando que “qualquer país precisa e dá boas-vindas aos estrangeiros, mas quando são estrangeiros que passam a mandar no nosso país, então esses estrangeiros, sobretudo quando eles estão mancomunados com dirigentes corruptos, não são bem-vindos”.
Na opinião do deputado, “o que se está a passar em muitos sectores da comunidade chinesa é inaceitável. Se formos ali verificar o que eles já dominam a nível de todo o município de Viana, é escandaloso e nós temos a Zona Económica Especial (ZEE) mesmo aí ao lado, pedimos na nossa deputação para podermos entrar e visitar a ‘Cidade da China’, não nos deixaram entrar, disseram que o patrão não estava”, frisou.
Francisco Viana referiu que, neste momento, estão em construção mais oito “Cidades da China”, realçando que os chineses além de exportarem e distribuírem, estão também a fazer fábricas, “para também absorver toda a parte fabril”.
Sublinhando que a comunidade chinesa está a fazer “muitas tropelias mancomunados com pessoas e governantes nossos, angolanos”, o deputado alerta para o perigo que representa para o país essa forma de “cooperação”, referindo que significa “que nós estamos com um grande e grave problema de soberania nacional”, que urge pôr cobro.











