NOTA POSITIVA: Presidente João Lourenço realça nos EUA que Angola é um país soberano e não anda atrás de um terceiro mandato
Um dos pontos marcantes da política angolana nos últimos tempos é sem dúvida a recente visita do Presidente João Lourenço aos Estados Unidos da América (EUA), visando diversificar a política externa de Angola e diminuir a influência russa e chinesa. Em jeito de remate final, depois de realizadas todas actividades em que participou, o Chefe de Estado angolano concedeu uma grande entrevista à Voz da América, que foi como que “a cereja em cima do bolo”, pela ponderação, clarividência e sentido de oportunidade com que, sabiamente, respondeu às questões que lhe foram postas. Este acontecimento, é a Nota Positiva, que fecha o ano com “chave de ouro”.
Por: NA MIRA DO CRIME
Em relação à Cimeira EUA – África, o Presidente João Lourenço disse que “foi muito boa e nós, os países africanos, saímos daqui satisfeitos. Cremos que foi atingido o objectivo pelo qual o Presidente Joe Biden realizou esta cimeira, na medida em que ficou a garantia de financiamento americano, financiamento público para as infra-estruturas de que o continente necessita, mas também créditos à exportação para empresas americanas que queiram fazer investimento privado em África. E com números! Portanto, não foi conversa no ar, muito abstracta, foi muito concreto nos números de quanto é que vai dar para o investimento público em infra-estruturas públicas, quanto é que vai dar nos próximos anos para o crédito à exportação às próprias empresas americanas. É uma forma também de fazer crescer as empresas americanas e resolver a nossa grande necessidade de investimento privado nos nossos países”.
Entre diversos assuntos abordados, questionou-se a possibilidade de uma nova revisão da Constituição visando um terceiro mandato presidencial.
A este propósito, João Lourenço descartou que esteja à procura de um terceiro mandato, afirmando que “possibilidade, não é necessidade; da possibilidade de qualquer revisão constitucional, não se está a falar necessariamente da possibilidade de alteração do número de mandatos que o Chefe Estado em funções pode ou deve ter, não se está a falar necessariamente disso, e a prova disso é que, em 2021, fizemos uma revisão à nossa Constituição e, naquela altura, nunca ninguém falou nessa possibilidade, porque quando há uma revisão constitucional alguém tem de apresentar uma proposta em concreto e dizer o que é que pretende que se mexa na Constituição. Então, se em 2021 não houve essa pretensão, por que razão é que as pessoas hão-de pensar que, no caso de se voltar a mexer na Constituição, é porque existe a intenção de alterar o número de mandatos do Presidente da República? Eu acho que isso é um falso problema. Nós nunca nos referimos a isso. Sempre dissemos que a Constituição e a lei são para ser cumpridas, e portanto, vamos cumprir”.
O Presidente refutou, igualmente, de que a proposta da nova divisão administrativa do país tenha como objectivo protelar as eleições autárquicas.
“Em Angola, nunca houve eleições autárquicas. Nós entendemos que é muito mais seguro começar por um certo número de municípios e ir avançando. A oposição não pensa assim. Pronto, ela é livre de pensar como quer, e eis a razão por que este assunto está em discussão no Parlamento. Portanto, é o Parlamento quem vai decidir, no fim, se será gradual a implantação das autarquias ou se será de uma só vez. O Parlamento é soberano. Os partidos estão lá e é lá no Parlamento que devem discutir este assunto. E é da discussão que sai a luz, como se costuma dizer”.
Para o Presidente da República “a divisão administrativa não vem para substituir as autarquias locais. Portanto, as duas coisas vão coexistir.
É preciso que fique claro, porque às vezes fica a ideia de que ‘bom, agora lançaram essa nova divisão político-administrativa, vão aumentar o número de municípios e isso é para deixar no esquecimento as eleições autárquicas’. Não!”
Por outro lado, João Lourenço mostrou-se solidário com os jornalistas e disse não fazer sentido que a acção tenha sido causada pelo Governo que a partida tem defendido a classe e a liberdade de imprensa.
“O Sindicato dos Jornalistas diz que as suas instalações foram assaltadas duas vezes, creio, é preciso que as autoridades competentes, no caso a Polícia, faça a devida investigação para apurar quem são os responsáveis. Os responsáveis desta acção condenável não pretendem outra coisa senão responsabilizar o Governo. Mas, nós temos sido o maior defensor dos jornalistas, defendemos a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e não faz sentido que o Governo cometa uma asneira tão grande quanto essa”, disse, acrescentando que, a manifestação, “é um direito que lhes cabe, devem sim senhora, se manifestar para que se faça sentir a necessidade de o Estado assumir as suas responsabilidades de investigar, o que já deve estar a ser feito. Acredito que as polícias estão a trabalhar no assunto. Portanto, que se condene quem tem que se condenar, mesmo sem se saber ainda quem são os responsáveis”.
Em relação ao combate à corrupção frisou que os fundos recuperados “entraram nos cofres do Estado, estando nos cofres do Estado reforçam a nossa economia. Bom, nós estimamos em cerca de quatro mil milhões de dólares, entre recursos financeiros e activos físicos, mas ainda há muito mais por se recuperar. A luta não parou por aí”.
Quanto ao voto favorável de Angola à resolução da ONU condenando a anexação de quatro províncias ucranianas pela Rússia, o Chefe de Estado angolano referiu que “é preciso que fique claro que nós somos um país soberano, e um país soberano define a sua política externa. Portanto, como país soberano, nós entendemos que deveríamos condenar a anexação daquelas quatro regiões da Ucrânia, porque Angola é dos países que atravessou um período mais longo de guerra na história de todos os povos. Nós tivemos 27 anos de conflito armado, portanto nós sabemos o que é uma guerra. (...) Se nós lutamos contra os invasores, entendemos que todos os outros povos também têm o mesmo direito de o fazer”.
Ao fechar esta Nota Positiva, o NA MIRA DO CRIME deseja ao Presidente da República e sua família, aos membros do Executivo, aos deputados, aos órgãos de Defesa e Segurança e demais dirigentes do país, assim como a todos seus trabalhadores, colaboradores, amigos, ao Povo Angolano e público em geral, uma excelente Quadra Festiva; Boas Festas, Feliz Natal e um Ano Novo de muita saúde e cheio de prosperidade!











