Ministro do Interior preocupado com o uso indevido do terminal de emergências 111
O titular do Ministério do Interior, Eugénio Laborinho, mostrou-se preocupado com o elevado número de cidadãos que 'brincam' com o terminal de emergências, tendo deixado orientações expressas para aqueles que pretenderem desorientar aquele serviço.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
As declarações foram prestadas na última sexta - feira de 2022, durante a cerimónia de comemoração do 3° aniversário de existência do CISP.
Ao tomar a palavra, o ministro Laborinho começou por falar da importância do Centro de Integração e Segurança Pública, fazendo referência aos desafios enfrentados, desde a sua criação.
"É bem verdade que o CISP não atingiu ainda os níveis de excelência, mas, independentemente dos entraves e constrangimentos vivenciados, tem respondido satisfatoriamente às exigências da província, especialmente em zonas conhecidas como as mais críticas da cidade, dando suporte, de forma imediata, aos casos que ocorrem", disse.
Bem na véspera de transição do ano, pediu aos efectivos do órgão melhor trabalho, vigilância e eficiência na actuação.
"Aos nossos efectivos, reiteramos um engajamento profícuo, dedicação e zelo no desempenho das actividades incumbidas, para garantirem com êxitos a prossecução dos objectivos predefinidos", orientou.
Por outro lado, a mais alta entidade do Ministério do Interior disse estar preocupada com o uso indevido do terminal de emergências 111 por parte de alguns cidadãos. Segundo dados postos a disposição da imprensa, durante o ano findo foram cerca de 4.917.973 chamadas recebidas, das quais, 3.531.983 foram chamadas abusivas. "Preocupa-nos ainda, o elevado índice de chamadas falsas que o terminal 111 tem recepcionado, pelo que apelamos aos cidadãos a fazerem o uso racional deste bem, para o propósito que foi criado, sob pena de serem responsabilizados criminalmente”, advertiu.
Numa cerimónia que contou com a presença de altos responsáveis dos diversos ramos do seu ministério, Laborinho recomendou ao CISP a pautar pela cooperação com outras instituições, com maior incidência as que prestam serviços de telecomunicações.
"É importante que o CISP continue a reforçar a cooperação com os seus parceiros, com destaque as Operadoras de Telecomunicações e Telefonias Móveis, a Comunicação Social, bem como os Órgãos de Defesa e Segurança.











