Subiu 14 pontos: Angola atinge o 116.º lugar no Índice de Percepção da Corrupção
A ONG Transparência Internacional, no seu relatório do corrente ano, destaca a luta anti-corrupção encetada pelo Presidente da República, João Lourenço, desde que ascendeu ao poder em Angola, considerando que o mesmo tem sido positivo, porque nos últimos cinco anos o país subiu 14 pontos, contra 11 pontos em 10 anos
Por: Na Mira do Crime
O Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês), elaborado pela organização não-governamental (ONG) Transparência Internacional, na edição do corrente ano mostra que em termos estatísticos, Angola subiu 20 lugares no CPI de 2021 relativamente ao de 2022, fixando-se no 116.º lugar entre 180 países e territórios.
Ao subir para o116.º lugar no Índice de Percepção da Corrupção, alcançando 33 pontos numa escala que vai dos zero aos 100, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (31), Angola manteve a tendência dos últimos anos no combate à corrupção.
A Transparência Internacional destaca que o compromisso contínuo do Presidente João Lourenço “de erradicar a corrupção sistémica no país está a surtir efeito, inclusive por meio de leis mais rígidas”, ressaltando que Angola apresentou uma “melhoria significativa nos últimos anos”, ganhando 14 pontos desde 2018.
De acordo com aquela organização, “o Ministério Público angolano solicitou recentemente à Interpol a emissão de um mandado de detenção contra Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, tendo o Supremo Tribunal angolano ordenado a apreensão dos seus bens”.
Porém, refere ainda a ONG, “continua a haver a preocupação de que as investigações de corrupção tenham motivação política e de que o partido do governo, MPLA, possa ter como alvo a oposição”.
Apesar de algumas nuances, a tendência nos últimos cinco anos traduziu-se numa subida de 14 pontos, considerando que nos 10 anos anteriores, a subida foi de 11 pontos.
O CPI foi criado pela Transparência Internacional em 1995 e é, desde então, uma referência na análise do fenómeno da corrupção, a partir da percepção de especialistas e executivos de negócios sobre os níveis de corrupção no sector público.
Trata-se de um índice composto, ou seja, resulta da combinação de fontes de análise de corrupção desenvolvidas por outras organizações independentes, e classifica de zero (percepcionado como muito corrupto) a 100 pontos (muito transparente) 180 países e territórios.
Em 2012, a organização reviu a metodologia usada para construir o índice, de forma a permitir a comparação das pontuações de um ano para o seguinte.











