21 anos depois: UNITA acredita que Jonas Savimbi foi morto pela sua visão política sobre Angola e o mundo
O líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, morreu há 21 anos, precisamente no dia 22 de Fevereiro. Para o partido que fundou em 1966, a sua morte foi cobiçada por aqueles que se sentiam incomodados com a sua visão política sobre Angola e sobre o Mundo.
Por: Mara Márcia
De acordo com o actual presidente do maior partido na oposição, Adalberto Costa Júnior, a referida visão colocou-lhe numa posição de alvo a abater por aqueles que viam na sua luta por Angola e pelos Angolanos um obstáculo "ao lucro fácil e à exploração desenfreada dos recursos do país".
ACJ, que discursava esta terça-feira, 21, durante o acto político alusivo ao dia do patriota, em homenagem a Jonas Savimbi, disse que decorridos 21 anos após a sua morte, o país não se democratizou, apesar das "extraordinárias acumulações de capital, capazes de terem servido de alavancas promotoras do desenvolvimento do país, este continua a passar ao lado de uma história de sucesso!".
"Nós afirmamos, no dia da sua morte, em 2002, que os frutos semeados iriam germinar, que a sua luta iria prosseguir, que os quadros que tão bem soube formar e modelar, iriam dar continuidade aos seus ideais!", lembrou, afirmando mais adiante que Savimbi liderou um movimento armado revolucionário, conduziu uma luta contra o regime colonial e posteriormente contra uma ocupação russo cubana do país, que terminou com um Acordo de Paz, que ele tanto pretendeu, acordo este que foi percursor da abertura da sociedade ao multipartidarismo, à democratização do país e ao abraço da economia de mercado.
Acrescentou ainda que 21 anos após o seu desaparecimento físico, todos os angolanos entenderam que a falta de luz, a falta de água, o desemprego, a pobreza, a exclusão e o subdesenvolvimento em que se encontram ainda hoje milhões de angolanos, não tem Jonas Savimbi como responsável, mas sim "um governo incompetente, corrupto e antipatriótico, como responsáveis".
O líder da UNITA deixou um desafio aos governantes, a liderança de quem está sentado hoje na cadeira do poder.
"Partilhem imagens e actos de reconciliação genuína e efectiva, para fazermos desta Angola, Angola dos sonhos de todos os Angolanos", exigiu, considerando que apesar de estar em paz, Angola vive o "pior drama na gestão dos seus recursos, com uma dívida interna e externa astronómicas, a constituírem risco de hipoteca do futuro dos nossos filhos".











