Que valências os pesos pesados angolanos levarão para o Parlamento Pana-Africano?
A posse conferida aos deputados angolanos no Parlamento Pan-Africano, em Midrand, África do Sul, sede da instituição, está a ser vista não só como sinal do aprofundamento da integração inter-continental a nível parlamentar, mas também um sinal de que Angola terá força suficiente de fazer valer as suas posições, pela gente competente com se que se faz representar.
Por: Lito Dias
A qualidade dos cinco representantes angolanos não é, para já, posta em causa, sobretudo quando entram figuras com uma visão mundial inquestionável. Referem-se os casos de Manuel Augusto (embaixador-mor que lidera o grupo), Maria Rosa Escovalo e Arlete Borges, (pelo MPLA) e Adalberto Costa Júnior e Abel Epalanga Chivukuvuku (pela UNITA).
Com a entrada dessas figuras de peso do panorama político angolano, o PAP, sigla da instituição em inglês, sai mais reforçado e mais enriquecido, e Angola, seguramente, terá mais bocas a falar de si pelo mundo, sem desprimor de outros deputados que representaram o país.
Apesar do optimismo que se pretende pregar, não seria justo se se pensar que eles vão fazer a diplomacia angolana. Aliás, ao nível diplomático o país tem estado bem, tendo num passado recente se transformado numa placa giratória da diplomacia mundial.
No entanto, como é evidente, o congresso Pana-Africano não é o espaço para informar e/ou influenciar quem quer que seja, mas pode servir de partilha de ideias, programas e projectos.
Como todos os Estados, as autoridades devem focar-se em acordos possíveis tanto ao nível, regional, como continental e mundial, para não se continuar a resvalar no descrédito.
O PAP foi estabelecido pelos Chefes de Estado africanos, em 2004, como Órgão Legislativo da Uniao Africana e integra cinco Deputados de cada um dos 55 Estados membros da Organização.
Este Parlamento funciona em sessões plenárias e reuniões dos Comités Especializados, para além de realizar outras missões como, por exemplo, a observação eleitoral.











