Dia da Paz e Reconciliação Nacional: 21 anos depois angolanos determinados em alcançar a paz espiritual para consolidar a paz social
Angola comemora esta terça-feira, 4 de Abril de 2023, vinte e um anos de Paz e Reconciliação Nacional.
Por: Na Mira do Crime
A manutenção da Paz tem sido possível com o entendimento de todos actores políticos, a reconciliação nacional e a necessidade da tolerância política entre os diferentes partidos, seus militantes e apoiantes, que devem ser permanentemente educados no sentido de se comportarem com civismo e patriotismo, evitando todo tipo de violência contra pessoas e bens públicos e privados
A Paz no país já está na faixa da maioridade, pelo que, tanto os governantes como os líderes de partidos políticos devem primar sempre por um discurso pacífico e congregador promovendo a concórdia e harmonia, contribuindo assim para um mundo melhor e para a consolidação da Paz.
A importância de os angolanos cultivarem o perdão entre si, através de acções de cidadania, tem que ser sempre incentivada, acabar os conflitos internos, com o objectivo de se alcançar a paz espiritual e consolidar-se a paz social tão duramente alcançada há 21 anos.
Na opinião de um líder religioso, “as verdadeiras mudanças no ser humano produzem-se em primeiro lugar na alma e no espírito, razão pela qual é preciso que cada um elimine os conflitos internos para preservarmos a paz”.
Os cidadãos devem evitar julgar e falar mal dos outros, sem se importarem com as feridas que causam e com as cargas negativas que atraem. As críticas devem ser feitas com amor e sinceridade, para não magoar.
Na mesma esteira, os governantes e os líderes de partidos políticos devem ser exemplos na sociedade, com actos e palavras, de modo que o seu sentido de responsabilidade seja elevado à categoria de virtude, devem primar sempre por um discurso pacífico e congregador, promovendo a concórdia e harmonia, contribuindo, deste modo, para um mundo melhor e para a consolidação da paz.
A Paz tem sido uma peça importante na garantia da qualidade de vida dos angolanos, e não se deve poupar esforços no processo de reconciliação entre irmãos, uma tarefa que é de todos os poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judicial, dos partidos políticos e de todos cidadãos.
Assim sendo, o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, destacou, esta segunda-feira (03), o clima de estabilidade e confiança, resultante do processo de Paz no país.
O general Francisco Pereira Furtado teceu estas considerações em entrevista colectiva a propósito do 21° aniversário da assinatura do Memorando de Entendimento para a Paz em Angola, que se assinala terça-feira (04).
De acordo com o ministro de Estado, este marco permitiu que as instituições, a democracia e a estabilidade pudessem progredir, bem como a reposição da administração do Estado nas localidades antes ocupadas pelas forças militares da UNITA.
O acordo permitiu, igualmente, o estabelecimento do mecanismo para a reinserção social dos desmobilizados e a sua integração na sociedade em diferentes pontos do país.
Decorridos 21 anos, a Paz é o bem maior e trouxe para o país a esperança de uma Angola melhor e reconciliação, que é um processo em que as divergências surgidas são resolvidas pacificamente entre os angolanos.
O general Francisco Pereira Furtado disse que o 4 de Abril de 2002 foi o culminar de um processo, para a paz, iniciado em 1989 com o Acordo de Gbadolite (República Democrática do Congo), tendo sido testemunhado por 22 Chefes de Estado africanos.
O acordo assinado entre o então Presidente da República, José Eduardo dos Santos e o líder da UNITA, Jonas Savimbi, durou poucos dias.
A este, afirmou o ministro de Estado, seguiu-se o Acordo de Bicesse (Portugal), de 31 de Maio de 1991, que trouxe uma paz incipiente, pois em Outubro de 1992 voltou a eclodir a guerra em Angola.
Segundo o chefe da Casa Militar do Presidente da República, esse período (1992-2002) foi o mais devastador pelos danos causados do ponto de vista humano e material.
A guerra no referido período resultou em prejuízos superiores aos que ocorreram durante os 14 anos da Luta Armada de Libertação Nacional, passando pela Independência, e o Acordo de Bicesse, de 1991.











