Palanca Negra Gigante, elefantes e outras espécies aniquiladas por perda de ecossistemas e acção de bandidos
O Secretário de Estado do Ambiente de Angola, Abias Huongo, informou esta quinta-feira (13) que o país está a perder grandes ecossistemas que são a base de sobrevivência de muitas espécies, resultando na redução do número de exemplares da Palanca Negra Gigante, de Elefantes, entre outros, nas reservas naturais.
Por: Na Mira do Crime
O desaparecimento de muitas espécies animais em consequência da degradação da biodiversidade angolana, e também por acção de bandidos que fazem caça furtiva, incluindo cidadãos estrangeiros, que abatem centenas de animais para obtenção de marfim, garras, peles e outros elementos considerados geradores de chorudos lucros, foi apontado quinta-feira (13), num debate realizado em Luanda, pelo Ministério do Ambiente.
A cidade de Luanda vai acolher, no corrente mês de Abril, a IX Reunião dos Ministros do Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), pelo que o Ministério do Ambiente promoveu o debate como antecâmara do evento.
Entre os temas em análise, destacam-se os que abordam o papel da sociedade civil no alcance das metas dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, a água e o saneamento e o seu contributo face à emergência ambiental e os desafios da agenda global para a biodiversidade e a emergência climática.
O encontro conta com a participação de vários actores da sociedade civil ligados à protecção e promoção do ambiente, para colher contributos que reflictam as inquietações da sociedade e possíveis soluções nesse domínio, para apoio aos debates na IX Reunião de Ministros do Ambiente da CPLP.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) congrega nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
De acordo com o Secretário de Estado do Ambiente, Abias Huongo, o declínio do ecossistema angolano é visível, sobretudo nos parques nacionais e reservas naturais.
Por exemplo, o país conta, actualmente, com cerca de 250 exemplares da Palanca Negra Gigante, contra as anteriores 2.500.
O governante informou que “perdemos uma grande parte do nosso património natural, dos três mil elefantes que possuíamos no Parque Nacional da Quiçama, hoje temos muito pouco”.
Falando na abertura do debate da sociedade civil em relação à emergência ambiental, Abias Huongo sublinhou que “estamos a perder grandes ecossistemas que são a base de sobrevivência de muitas espécies, sobretudo pela expansão urbana, que atingem zonas ou reservas naturais”.
Em sua opinião, Angola vive os impactos das alterações climáticas, chamando a atenção para as nocivas consequências das emissões de gazes com efeito de estufa que causam perdas assinaláveis de vidas humanas, destruição de residências e demais infra-estruturas.
O Secretário de Estado defende que é necessário trabalhar “para alterar esta situação”, pois, considera, “a desertificação em Angola, fruto da agricultura, constitui igualmente um desafio que deve ser enfrentado”. Sustentando que “a desertificação é uma das maiores ameaças” por ser a degradação do ecossistema, como os solos, com a prática da agricultura, que é também a base do desenvolvimento, daí que seja preciso trabalhar visando uma agricultura sustentável para se travar a devastação.
A poluição dos solos, rios e mares, é “um dos males que comprometem a sustentabilidade ambiental no país”, pelo que Abias Huongo defende uma aposta firme na educação ambiental, a partir das famílias.











