NOTA POSITIVA: Manuel Homem “governou” o Paraíso por cinco dias e deixou alívio e paz
A jornada de campo do governador de Luanda ao bairro Paraíso, no município de Cacuaco, durante cinco dias, é uma acção inédita a nível de quantos dirigentes que já governaram Luanda e marca, pela positiva, a semana finda.
Por: Na Mira do Crime
Depois de tantos factos negativos que foram registados nesta coluna consecutivamente, eis que surge uma “lufada de ar fresco”.
É mesmo caso para dizer, até que enfim, uma Nota Positiva!
O mês de Abril, em Angola, é considerado o mês da Juventude. Mas é também o mês da Paz e de Aleluia, pelo regresso de Jesus Cristo. Este ano, 2023, Abril, também dito das “chuvas mil”, por ser o período em que chove intensamente no país, fica igualmente marcado pela inédita acção do governador de Luanda, Manuel Homem, que durante cinco dias, trabalhou afincadamente numa das mais melindrosas comunidades da cidade e da província de Luanda: o chamado bairro Paraíso. Como dizem os próprios luandenses, de “paraíso” aquele bairro não tem nada, já que o dia-a-dia vivido pelos seus habitantes tem sido mais um “inferno” que outra coisa. O bairro Paraíso surgiu em consequência do conflito armado que assolou o país por cerca de três décadas. A guerra provocou a fuga de cidadãos de várias províncias que aportaram na capital em busca de segurança.
Estes cidadãos, apelidados “deslocados”, tinham perdido tudo o que possuiam nas localidades em que residiam e que tiveram que abandonar para salvar as suas vidas.
Em Luanda, foram criados centros de acolhimento, acampamentos em que viviam em tendas, dependentes de doações para tudo, até para as necessidades mínimas de uma pessoa ou de uma família. Mas, com o passar do tempo, como a guerra tardava em terminar, a maioria dessas pessoas foram-se adaptando às circunstâncias e foram criando novas comunidades nas periferias de Luanda e, entre outros, surgiu também o bairro Paraíso, no município do Cacuaco, na cercania do bairro Kikolo.
Talvez tenha sido assim apelidado, porque os “deslocados” que para ali foram viver, depois das dificuldades porque passaram, sentiam-se mais aliviados, mais senhores de si mesmos e com melhor disposição para recomeçar.
Como todas comunidades que nascem de forma expontânea, em meio à carências de toda ordem, foi faltando também alguma ordem, algumas directrizes e quando o bairro já tinha crescido bastante, em de um “paraíso” para os pacatos moradores, tornou-se um “paraíso” para os delinquentes.
A delinquência naquele bairro atingiu níveis verdadeiramente assustadores, a própria Polícia que o diga, pois há algum tempo, foi vandalizada uma esquadra móvel e os efectivos presentes na altura foram violentados e tiveram que fugir.
De dia como de noite, a insegurança impera, os crimes são praticados descaradamente, à vista de todos. As ruelas e becos são um perigo permanente, roubos nas ruas, assaltos à mão armada em residências, violações, espancamentos, homicídios, vandalização de bens públicos com roubos de cabos eléctricos, destruição de cabines e outros meios de abastecimento de energia e água, etc.
O clamor dos moradores é constante, apelando por maior atenção das autoridades, por segurança, mas pouco ou nada tem-se feito em prol da tranquilidade, do sossego daquelas gentes. Finalmente, um raio de luz. Pela primeira vez há muito tempo o bairro Paraíso viveu dias de paz, de sossego, simplesmente porque um governador, Manuel Homem, quiçá, compadecido com a situação ali reinante foi lá realizar uma jornada de campo.
Por tantos problemas encontrados, a jornada não foi só de algumas horas, nem de um dia; foram cinco dias consecutivos. Antes de entrar no Paraíso, a jornada do governador provincial de Luanda foi antecedida com a entrega de kits para o combate à fome e à pobreza, no pátio da Administração municipal de Cacuaco.
Manuel Homem ouviu, e sua comitiva, as principais inquietações da população, inaugurou infrastruturas sociais, prestou vários serviços ligados à saúde, registo de nascimento, emissão de Bilhete de Identidade, Licenças para a actividade de moto-táxi, entre outros. Efectuou reuniões com a comunidade, audiências individuais, constatações sobre a realidade económica, criminal, cultural, política, social e de cidadania e a comunidade ganhou quatro autocarros de transporte público de passageiros, 12 salas de aulas de alfabetização, uma viatura e cinco motorizadas, atribuídas à Polícia local, assim como mais efectivos, para o reforço do patrulhamento e garantir maior segurança pública. Foram ainda entregues cinco caixas de bolas de futebol, cada com 10, para serem distribuídas nos cinco distritos do município de Cacuaco, com a intenção de estimular as crianças e jovens da comunidade para a prática do desporto.
Os moradores, no fim da jornada, disseram que aguardam, dentro de 45 dias, pela biblioteca e a cozinha comunitária.
Além disso, para o bairro, estão garantidos ainda a construção de uma nova esquadra policial, um instituto médio politécnico, um hospital, a ampliação do actual posto de saúde e a construção de um centro materno infantil, assim como a ampliação das estradas e a construção de pontes.
Manuel Homem, falando à comunicação social no último dia de trabalho efectuado no Paraíso, na sexta-feira, 14 de Abril, Dia da Juventude Angolana, considerou positivo o balanço da sua visita, atendendo que se conseguiu radiografar e resolver de imediato, algumas questões que preocupavam os moradores do referido bairro.
O governador provincial de Luanda, Manuel Homem, mostrou que ser governante não serve só para dominar, mandar, discursar, sem efeitos positivos para o país e a sociedade. Um governante tem que ter “capacidade de tomar decisões que valham para toda a colectividade, no que se refere à distribuição e destino dos recursos (naturais, humanos e económicos) no país, e a inclusividade, isto é, a possibilidade de intervir em todas as esferas de actividade da sociedade e de encaminhar essa actividade ao fim desejado, por meio das leis, ou seja, as normas ou regras destinadas a todos”.
“O dever do governante é proteger o seu povo. O seu governo não será perfeito até que o povo fique em paz. Ele pensa nas necessidades do povo e se preocupa em lhe dar prosperidade. Um sábio governante deve proteger seu povo com o seu poder e dignidade”.
Na parábola do Bom Pastor Jesus Cristo referiu: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge. O mercenário foge porque trabalha só por dinheiro e não se importa com as ovelhas”.
A maioria dos nossos líderes políticos não é capaz de qualquer sacrifício para o bem social.
Não tem o menor cuidado. Em vez disso, usa o povo para a promoção pessoal e para o enriquecimento ilícito. E mais: o povo é sacrificado com excesso de impostos e com burocracia. Os líderes criam e impõem leis ao povo, mas eles próprios não as cumprem.
Jesus Cristo é o modelo perfeito para a arte da política. No deserto, foi tentado pelo demónio, que lhe mostrou todos os reinos do mundo e todas as riquezas, dizendo: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”.
Jesus não se corrompeu e mandou o demónio embora, pois sabia que aceitar benefícios é vender a alma. A verdadeira política é libertadora. Os cidadãos devem ser livres para viver com dignidade.
Em muitas sociedades, porém, acontece o contrário. O povo é mantido oprimido, analfabeto, pobre, preso ao assistencialismo.
A mediocridade da política, além de se estampar nos problemas sociais, revela-se também nos projectos medíocres e em assistencialismo. Enfim, a política, originalmente tratada como a arte de servir a sociedade, tornou-se a arte de servir-se das pessoas. Resta desejar um bem haja ao Excmo governador Manuel Homem.
Que o exemplo ora dado não seja “sol de pouca duração”. Continue firme e vá adiante, a sociedade reconhece e o povo agradece encarecidamente. Que venham mais Notas Positivas!











