NOTA POSITIVA: Comandante Ribas não está para brincadeiras e não dá tréguas à criminalidade em Luanda
Esta semana o comandante provincial de Luanda da PNA, Francisco Ribas, pelo ritmo que está a imprimir na actuação e comportamento dos efectivos que dirige, ao estilo de uma Polícia Republicana mais disciplinada, com níveis mais elevados de prontidão e prevenção policial, para manter a ordem e devolver a tranquilidade nas comunidades, está a merecer o apreço dos cidadãos, sendo assim a Nota Positiva da semana.
Por: Na Mira do Crime
No início das suas funções como delegado do Interior e comandante provincial de Luanda (CPL) da Polícia Nacional (PNA), Francisco Monteiro Ribas da Silva, suscitou dúvidas quanto ao êxito que poderia ter na direcção da corporação na capital do país, com críticas à mistura.
Atendendo ao alto grau de complexidade da urbe luandense e, como tem sido descrito por fontes internas, de desorganização e/ou descoordenação no seio do comando provincial de Luanda por diversas razões que têm levado ao descontentamento dos efectivos, depois dos sucessivos comandantes que o antecederam, uns melhores que outros, mas que quase nada fizeram para melhorar a situação interna reinante no CPL e muito menos na província, ao privilegiarem esquemas e negociatas, em detrimento da operacionalidade e integridade da corporação, também se duvidou do que o novo comandante poderia fazer.
Por essas e muitas outras, o nível de criminalidade e a acção dos delinquentes foram aumentando chegando a dimensões alarmantes que se vive hoje em Luanda.
A bandalha que se vivia, proporcionou inclusive espaço para o crime organizado. Situações que antes eram desconhecidas passaram a ter lugar na sociedade angolana em grande escala, tal como a disseminação de moeda falsa no mercado angolano, o tráfico internacional de drogas ditas pesadas, rapto de cidadãos e tráfico de seres e órgãos humanos, entre outros.
Os homicídios, alguns ‘altamente’ bárbaros, passaram a ser a notícia do dia; um pouco por todo país, com destaque para as comunidades da periferia de Luanda, todos os dias há assassinatos.
As violações perdem a conta. Os roubos, assaltos à mão armada, em estabelecimentos comerciais, residências e nas ruas, idem, e acontecem onde menos se espera.
O atrevimento é tanto que, de dia como de noite, não se está seguro em lado nenhum, até dentro de casa ou do próprio carro quando se desloca de um lugar para outro.
As ruas tornaram-se sítios privilegiados dos bandidos.
Algumas actuações que são protagonizadas em Luanda pelos criminosos, são dignas dos melhores e mais arrojados filmes de acção, ante a passividade da polícia e até de alguma conivência de determinados elementos dos efectivos, mais preocupados em extorquir o cidadão com artimanhas várias, do que realmente fazer o seu trabalho de manter a ordem e proporcionar tranquilidade, paz, confiança, aos cidadãos nacionais e estrangeiros.
Sendo assim, perante o que tem sido descrito como uma fraca actuação da PNA, a delinquência atingiu realmente graus assustadores, tendo em conta o número e tipo de acções que estão a ser levadas a cabo pelos bandidos, de forma isolada ou em grupos, assim como a mestria com que concretizam os seus objectivos, o que pressupõe não só cálculo dos prós e contras, mas também alguma orientação para conseguirem levar a cabo com êxito os seus propósitos.
Pode não parecer, mas a população de Luanda, com incidência para aquela que vive na periferia da metrópole, a dos bairros menos estruturados e para os utentes nocturnos, até diurnos, das diversas estradas da província, há um grande desassossego.
Ninguém confia na Polícia, diga-se o que se dizer, há muito que a população vive constrangimentos, sofre assaltos, provocações, abusos de toda a ordem, noite e dia, vezes sem conta, mesmo à vista de agentes da Polícia, sem que façam algo.
Além da “lei da gasosa”, agora diz-se “do saldo”, que se tornou uma “prática institucional”, os homens que deviam zelar pela lei, tranquilidade e ordem pública, simplesmente fogem ao confronto com os delinquentes como “gato escaldado foge da água fria”.
Há quem defenda que a Polícia trabalha, porque de vez em quando vai dando um ar da sua graça, apresentando aos órgãos de comunicação social, alguns delinquentes presos por diversos motivos, mas que alguns dias depois já são vistos soltos pelas ruas, vangloriando-se nos seus bairros e locais onde cometeram crimes e fizeram vítimas, intensificando os seus crimes.
Contudo, a delinquência, mesmo aquela que já tem contornos de crime organizado e de crueldade extrema, continua a fazer das suas e mais: está a crescer e a enraizar-se a uma velocidade estonteante que, brevemente, será muito difícil controlar.
Contudo, em meio a tudo isso, o comandante provincial de Luanda, Comissário-chefe Francisco Ribas, está apostado em mudar o paradigma e não quer ser apenas “mais um” nem “mais do mesmo”.
Começou por rever os graus disciplinares reinantes no seio dos efectivos sob seu comando e está a reorganizar os diferentes sectores, bem como a “passar a pente fino” o trabalho levado a cabo pelos comandos municipais, esquadras, etc, com o fim de incutir o espírito de Polícia Republicana e de nobreza que deve caracterizar a PNA.
No âmbito do dinamismo que exige dos efectivos e o cumprimento cabal e isento das missões, está a fazer-se sentir uma maior presença da polícia nas principais artérias de Luanda, frustrando a acção dos criminosos, assim como estão a ser gizadas estratégias de actuação nos diversos municípios, de acordo com as características e o grau de perigosidade de cada um, para não dar tréguas aos delinquentes nos bairros.
A este propósito, a população apela que a presença da polícia aconteça todos dias e a toda hora, no período diurno como nocturno, com a maior brevidade possível.
Os patrulhamentos devem ser constantes e “a mão da polícia tem que ser dura” para que os bandidos saibam que a lei não está para brincadeiras.
Vale lembrar que o delegado provincial do Ministério do Interior e cumulativamente Comandante Provincial de Luanda da Polícia Nacional, Comissário Francisco Monteiro Ribas da Silva, foi nomeado pelo Presidente da República, João Lourenço, a 14 de Outubro de 2022.
A sociedade agradece. Bom trabalho comandante Ribas!











