Chefe de Estado felicita trabalhadores pelo seu dia e apela à reflexão dos cidadãos para trabalho abnegado
Por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, comemorado a 01 de Maio, o Presidente da República, João Lourenço, exortou numa mensagem, a maior reflexão sobre os desafios a enfrentar para se manter o espírito de trabalho abnegado.
Por: Na Mira do Crime
O Presidente da República, João Lourenço, em mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Facebook, felicita os trabalhadores angolanos e apela a maior reflexão sobre os desafios a enfrentar para se manter o espírito de trabalho abnegado e também à necessidade de cada cidadão trabalhar no sentido de gerar mais empregos no país.
Em sua opinião, “a única via de garantir o bem-estar às famílias e legar melhor qualidade de vida e um país desenvolvido à posteridade é o trabalho digno".
Neste 1º de Maio, houve grande movimentação das centrais sindicais com a realização de marchas, em Luanda e em outras províncias, tendo as actividades sido marcadas por um espírito de esperança em melhores dias.
Neste ano, 2023, assinalou-se o Centésimo Trigésimo Sétimo aniversário do levantamento de Chicago, Estados Unidos da América, onde, em 1886, milhares de trabalhadores organizaram a primeira greve do mundo, para manifestarem o seu desagrado perante as injustiças sociais, em especial para reduzir as horas obrigatórias de trabalho. E conseguiram reduzir de 17 para oito horas por dia.
A partir dessa data, o dia 1º de Maio passou a constituir, em todo o Mundo, uma jornada de reflexão em torno tanto do direito ao trabalho como dos direitos dos trabalhadores.
No nosso país, a luta dos angolanos pela dignidade levou os poderes públicos a consagrar o trabalho como um direito e um dever de todos.
A Constituição estabelece que todo o trabalhador tem direito à formação profissional, justa remuneração, descanso, férias, protecção, higiene e segurança no trabalho.
Todavia, nos últimos anos aumentam cada vez mais os índices de desemprego, pelo que há ainda um longo caminho a percorrer para concretizar este direito.
Cerca de 48 anos depois da proclamação da independência e 21 anos depois da conquista da paz e o fim da guerra, os angolanos constatam com preocupação o agravamento contínuo e acentuado da situação social do País e a ineficácia das políticas económicas do Executivo em criar os empregos prometidos, combater a fome e reduzir a pobreza que atormentam a maioria das famílias angolanas.
Assim sendo várias são as vozes que se solidarizam com o movimento reivindicativo dos trabalhadores dos diferentes sectores laborais e, no que diz respeito ao Estado, exortam o Titular do Poder Executivo, João Lourenço, a fazer os ajustamentos necessários às políticas em curso, tomando também medidas urgentes e eficazes para cumprir de forma decisiva as suas obrigações constitucionais inerentes ao asseguramento do direito ao trabalho.
Por outro lado, a situação ainda vacilante da economia, resultante dos erros acumulados por um regime que primava pela defesa de interesses de uma minoria “predadora” em detrimento das necessidades de desenvolvimento e de segurança social das maiorias, exige uma reflexão profunda que conduza à tomada de medidas estruturais práticas e efectivas para garantir, de facto, o direito ao trabalho para todos, pois de discursos de circunstância e de promessas já anda toda gente farta. O país precisa de uma nova abordagem sobre o trabalho como fonte de rendimentos e de segurança social das famílias.











