Continuação da greve na empresa dos Correios de Angola tem nome: “Mário Oliveira”
O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, é acusado de dificultar o levantamento da greve na empresa dos Correios Telecomunicações e Afins de Luanda.
Por: Kihunga Bessa
Como retratou recentemente o NA MIRA DO CRIME sobre a situação da greve que assola os trabalhadores dos correios de Angola, o secretariado do executivo do sindicato dos trabalhadores dos correios Telecomunicações e Afins de Luanda, na pessoa de Lourenço Francisco Afonso, em sede da assembleia de trabalhadores realizada dia 26, de Maio de 2023, no anfiteatro da empresa, denuncia que foi decretada o retorno da greve na empresa nacional de correios e telégrafos de Angola a partir do dia 5 de Junho de 2023.
Como se vinha anunciar, em causa está o não cumprimento por parte da entidade empregadora, dos pontos número 1 e 9 do caderno reivindicativo o aumento salarial e a implementação do qualificador ocupacional respectivamente.
Segundo o secretário do sindicato dos trabalhadores dos correios de Angola, Lourenço Afonso, a greve continua por interferência directa no processo de sua excelência ministro das Telecomunicações Tecnologia de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, que em nada está a favorecer as negociações e por seguinte o levantamento da greve.
Lourenço Afonso, conta ainda que o ministro orienta o Conselho da Administração a não negociar com o sindicato, uma postura difícil de entender uma vez que a declaração da greve consta que foi criada uma comissão negociadora coordenada pelo secretário-geral do sindicato.
“No dia 2O do corrente mês o actual PCA da empresa de correios, Edilson Cruz Machado, tomou a iniciativa de convidar o sindicato e a comissão negociadora para um encontro de trabalho e talvez havendo garantias sobre o andamento do processo, possivelmente o sindicato pudesse rever a situação da greve”, mas revela que o ministro interferiu como sempre.
Alegou ainda que por sua orientação (do ministro) o PCA teve que adiar o encontro que estava marcada para o dia 23, alegando razões da última hora ou incompatividades da agenda.
Explica também que o PCA não tempo de reunir com estes grupos, mas assim o fez com três membros apenas da comissão sindical sobre orientação do ministro para que falassem apenas estes, aí onde está o problema dividir para melhor reinar.
Segundo o responsável, este encontro não surtiu resultados esperados porque houve mais ameaças de retaliação contra os grevistas do que procurar solucionar.
"A suspensão ou levantamento da greve é uma competência do sindicato que o ministro pretendeu excluir do processo", disse.
O sindicalista acusa o ministro de estar a dificultar o processo pelas suas interferências de querer acumular pastas de ministro e PCA nas empresa das Telecomunicações nomeadamente os Correios de Angola, e Angola Telecom respeitosamente diante de um conflito grave.
“O ministro pegou num bidão de combustível para extinguir um incêndio”, sentenciou.











