NOTA POSITIVA: Regresso da Primeira-dama traz um raio de esperança à sociedade que pede sua intervenção junto do Executivo
Depois de cerca de dois meses de ausência por motivos de saúde, a Primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço regressou ao país e, logo de seguida, inaugurou um novo jardim denominado “Eu Sou a Vida”, situado na Nova Marginal de Luanda. A sua presença e boa disposição, com saúde, pelo que representa, enquanto mulher e mãe, é a Nota Positiva da semana, em meio aos constrangimentos sociais que se está a viver no país.
Por: Na Mira do Crime
Depois de alguma especulação motivada pela recente ausência do país da Primeira-dama, Ana Dias Lourenço, em meios políticos e da sociedade civil, ela regressou, na terça-feira (27), do Reino de Espanha, onde foi operada ao braço direito em uma clínica privada daquele país.
Mostrando que está bem, ainda com o braço envolto em um suporte (tala de braço), fez a sua primeira aparição pública no dia seguinte, quarta-feira (28), inaugurando um novo jardim denominado “Eu sou a vida”, situado na Nova Marginal de Luanda, no âmbito do projecto “Árvores da Vida”, abraçado pela Primeira-dama, que tem o objectivo de plantar um milhão de árvores em todo o território nacional até 2024.
Assim sendo, o seu regresso ao país, depois de correrem rumores de que estava a padecer de crise nervosa, “derivada do elevado stress a que tem estado sujeita, tanto a nível pessoal como profissional, nas vestes de Primeira-dama”, que seria a razão que a levou ao Reino de Espanha em tratamento, é motivo de contentamento em diversos meios e, sobretudo, por parte das mães de família.
Desde que João Lourenço chegou à Presidência da República, em 2017, que Ana Dias Lourenço, com formação superior em Economia, “tem sido um apoio positivo para o equilíbrio geral no funcionamento da Presidência da República, principalmente pela sua atitude mais conciliadora”, pelo que assumiu igualmente funções de alta visibilidade pública, nomeadamente iniciativas no campo da Educação e Saúde, bem como aconselha, particularmente, o Presidente da República.
O regresso da Primeira-dama traz alguma esperança aos cidadãos, principalmente aos chefes de família, com destaque para as mães, que apelam à sua intervenção junto do Chefe de Estado e use também a sua influência junto do Executivo, para que encontrem rápidas soluções para o gravíssimo problema que se instalou no país.
As mulheres angolanas, mães e esposas, solicitam à Primeira-dama, também na sua qualidade de esposa e mãe, que se compadeça da situação de miséria a que as famílias estão submetidas.
“Que ela use a sua influência junto do seu marido, do Governo e outras entidades do poder, para encontrarem formas de se ultrapassar esta situação que está a fazer sofrer a maioria dos angolanos, com muitas crianças e idosos a padecer e a morrer. Angola não tem porquê chegar a este ponto e a nossa Primeira-dama sabe bem disso. Que ela ajude a corrigir os erros da governação e que tenha piedade de nós”, imploram as mães angolanas.
Enquanto isso, "Eu Sou a Vida" é um jardim ornamentado de arbustos, palmeiras e árvores tropicais que, depois de inaugurado, foi percorrido por Ana Dias Lourenço, que recebeu explicações detalhadas da arquitecta Mara Weza da “Expo Garden”, responsável pela sua concepção.
A Primeira-dama mostrou-se encantada com o que viu, particularmente com o rápido desenvolvimento da primeira árvore que plantou em Abril de 2022.
Igualmente, surpreendeu-se com o efeito causado pela mistura de relva, inertes e tijolos partido, desperdiçados em diversas obras, que foram recolhidos e reaproveitados para revestimento paisagístico do jardim, como informou Mara Weza.
O projecto é uma iniciativa da Associação de Escuteiros de Angola (AEA) com o apoio do Banco Caixa Angola, comprometido em, durante dois anos, custear a manutenção do espaço. O Presidente do Conselho de Administração da instituição bancária, José Cerqueira, em declarações à imprensa, manifestou-se satisfeito pela parceria em torno do projecto “Árvores da Vida”.
“Nós tivemos um grande prazer, uma grande honra em associarmo-nos à ideia da senhora Primeira-Dama, (…) e decidimos patrocinar a transformação do jardim”, afirmou.
Na mesma esteira, o artista plástico Thó Simões, que ilustrou as paredes do jardim com rios, plantas, aves, entre outros elementos da natureza, referiu que o trabalho foi concebido para transmitir às novas gerações a necessidade de todos preocuparem-se mais com o ambiente.
“Queremos que as crianças, ao olharem para ela (a obra), também possam ler nas imagens a necessidade de termos muito mais atenção e cuidar mais do ambiente”.
O jardim “Eu Sou a Vida” é parte do Projecto “Árvores da Vida”, que, desde 24 de Abril de 2022 tem como “madrinha” a Primeira-dama da República, com o objectivo principal de criar uma consciência comum para os problemas relacionados com a conservação da biodiversidade e à protecção da Terra, através da preservação dos seus recursos naturais.











