NOTA POSITIVA – FMCA factor de unidade nacional e desenvolvimento do país
A semana finda ficou marcada pela realização do FMCA - Feira dos Municípios e Cidades de Angola, cuja 4ª edição decorre na turística cidade do Lubango, província da Huíla. Pela sua importância em vários aspectos da vida nacional é uma Nota Positiva que contribui também para desanuviar um tanto a crispação social dos últimos dias. Só é pena que não possa ser vista, ao vivo, pela maioria dos angolanos!
Por: Na Mira do Crime
A cidade do Lubango é, até domingo (14), a capital das capitais e municípios de Angola. Ao receber a quarta edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA) está a congregar no mesmo espaço, o nacional e tudo o que se vive nas diversas circunscrições do país.
Mais que um evento que reúne representantes de todos os municípios e cidades do país, a FMCA tem como objectivo partilhar informações sobre seus respectivos territórios, programas, projectos e oportunidades de investimento, assim como os aspectos sociais, culturais, gastronómicos e outros, de cada um para engrandecer um todo.
As notícias e imagens que chegam, via redes sociais, postadas por uns tantos “privilegiados” que estão presentes nesta edição, são bastante animadoras e até dão “água na boca”, pelas coisas boas que são produzidas no nosso país, pelas potencialidades de cada município representando, pela beleza exposta, enfim, por tudo o que representa a capacidade de realização dos angolanos que deve ser melhor aproveitada por quem de direito.
A FMCA não mostra só o que existe, o que se faz, o que há de bom por todo o território nacional. Mostra também, o que não se faz e devia ser feito; as capacidades que não são, ou são mal aproveitadas; lacunas e erros de governação; prioridades urgentes mas que têm sido ignoradas e a unidade, a harmonia, entre angolanos, que tem que ser mais incentivada a cada dia.
Segundo atentos analistas, a FMCA é um espaço de intercâmbio e networking entre representantes governamentais, empresariais e a sociedade civil, que fomenta parcerias e colaborações para impulsionar o progresso de Angola.
A quarta edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA) tem sido uma oportunidade imperdível para quem deseja conhecer mais sobre as riquezas e potencialidades de cada região do país, bem como para aqueles que procuram investir em projectos de impacto social e económico.
O evento, que se apresta a encerrar, realizado com esmero, tornou-se um marco para o desenvolvimento de Angola e a promoção de parcerias estratégicas para o crescimento sustentável do país.
As diversas províncias do país, todas representadas na FMCA, com os seus municípios, umas mais que outras, acima de tudo é um factor de unidade nacional.
A capital do país, Luanda, fazendo jus ao seu estatuto, fez-se representar pelos seus nove municípios.
De acordo com especialistas, relativamente ao crescimento económico angolano, a FMCA é uma montra que vai impulsionar a obtenção de taxas de crescimento positivas. Estas estimativas são suportadas também por entidades empresariais e da sociedade civil que, apontam para perspectivas mais optimistas de crescimento da economia, mas, para tal, é necessário que os órgãos decisores se empenhem e tenham uma visão estratégica, que não deve encerrar ao mesmo tempo que a FMCA.
Há que continuar a dinamizar por todos meios o desempenho do sector não petrolífero, em especial nos sectores como a agricultura, serviços e indústria.
Com uma maior estabilidade macroeconómica (cambial e monetária), será possível, a médio prazo, com as reformas necessárias que têm que ser realizadas para atrair mais investimentos, a economia angolana apresentar um bom ritmo de crescimento económico nos sectores mencionados e atingir os objectivos pretendidos.
A FMCA tem mostrado sinais que sustentam este argumento, uma vez que se verifica uma grande procura pelos produtos nacionais, sobretudo por entidades internacionais.
Devido à crise económica e financeira que Angola está a viver nos últimos tempos, as variáveis macro-económicas sofreram um impacto bastante forte.
Urge, por isso, realizar um reajustamento sério dessas variáveis, através de políticas monetárias e cambiais, não só mais restritivas, mas honestas, que visem controlar os níveis de inflação, actualmente muito altos, tendo em conta os níveis do poder de compra da população, que se encontram muito baixos nos dias actuais e perigam o nível de actividade das empresas.
Os especialistas citados consideram que as opções do Governo, em termos de políticas monetária e cambial, que se justificam no contexto de crise e de reajustamento, simultaneamente exigem das autoridades governamentais soluções e mecanismos para minimizar e balancear os impactos negativos nas empresas e na população em geral.
Porém, existem factores adicionais que condicionam a promoção do investimento privado.
Daí a necessidade urgente de promover reformas e políticas mais “atraentes” para promover o investimento privado, em especial o investimento directo estrangeiro, para sectores e regiões menos favorecidas mas com grande potencial de crescimento.
A maior flexibilidade na mobilidade de capitais, neste contexto, iria provocar mais entradas de capitais estrangeiros e de outros capitais que se encontram fora do país do que saídas e, assim, financiar muitos projectos de investimentos que estão em curso no país.
O que se verifica no OGE, actualmente, é o peso das despesas correntes ser muito representativo na estrutura das despesas totais do OGE. Esta estrutura reflecte o grande peso do Estado e da função pública na economia.
Assim, a questão que se coloca é até que ponto se deve ter um Estado com menor peso, mais eficiente e inverter esta estrutura de despesas, de forma a que existam mais despesas de capital do que despesas de funcionamento, para haver um maior crescimento económico mais sustentável.
O alargamento da base fiscal é também uma questão que as autoridades têm vindo a aprofundar, contudo, tem de se ter a atenção de não penalizar as empresas com o agravamento dos impostos, mas, sim, haver mais contribuintes a pagar impostos.
Para tal, será necessário diminuir a dimensão da economia informal e acelerar o ritmo de crescimento do sector privado. Naturalmente que os sectores como a educação e a saúde são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento sustentável em qualquer país.
Por isso, é fundamental que as despesas nesses sectores sejam cada vez mais reforçadas.
Ao encerrar, a FMCA - Feira dos Municípios e Cidades de Angola, vai deixar saudades, mas é preciso que se aproveite os ensinamentos e a visão sobre o que se pode e deve ser feito em prol do progresso, do desenvolvimento do país e do bem-estar dos cidadãos de Cabinda ao Cunene. Até à próxima edição!!!











