Massano representa JLO: Mais de 60 líderes aguardados hoje na cimeira dos BRICS na África do Sul
O ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, participa de hoje a quinta-feira, na 15ª Cimeira do BRICS, que decorre em Joanesburgo, na África do Sul, em representação do Presidente da República, João Lourenço.
À chegada, ontem, ao Aeroporto Internacional Oliver Tambo, o ministro de Estado recebeu cumprimentos de boas-vindas do embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola na África do Sul, Rui Orlando Ferreira Xavier, e de altos funcionários da Missão Diplomática. Acompanham José de Lima Massano na Cimeira do BRICS (grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o secretário de Estado para Cooperação Internacional, Domingos Vieira Lopes, e outos representantes institucionais.
A cidade de Joanesburgo, a capital económica da África do Sul, vai acolher a partir de hoje e até à próxima quinta-feira, a 15.ª cimeira do bloco BRICS, marcada pela polémica ausência do Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou agência Reuters.
O Irão é um dos países convidados a participar na cimeira de chefes de Estado e de Governo dos BRICS, o bloco de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A Rússia vai estar representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguey Lavrov.
O Presidente russo, Vladimir Putin, decidiu não comparecer à cimeira devido ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra na Ucrânia, segundo as autoridades sul-africanas.
Pretória convidou mais de 60 líderes do Sul Global para o evento, em Sandton o subúrbio mais rico situado no norte de Joanesburgo, incluindo os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Bolívia, Luis Arce, que vai decorrer sob fortes medidas de "segurança máxima" da Polícia Sul-Africana (SAPS) e do exército (SANDF).
Estão também convidados vinte dignitários de organizações internacionais, como o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e o Presidente da Comissão da União Africana (AUC, na sigla em inglês), Moussa Faki Mahamat.
Analistas consideram que a China e a Rússia pretendem que o bloco se torne um rival em grande escala do grupo G7 dos sete países mais industrializados.
Todavia, a posição de Beijing e Moscovo não é partilhada por outros membros, em particular, a África do Sul e a Índia.
Nesse sentido, a chefe da diplomacia da África do Sul Naledi Pandor vincou que os BRICS não são "anti- Ocidente".
A Índia, um país que compartilha com os Estados Unidos a sua profunda ansiedade relativamente à ascensão mundial da China, reforçou substancialmente as relações de cooperação com a Administração Joe Biden recentemente na área da Defesa e exploração espacial, durante a visita de Estado que o primeiro-ministro Narendra Modi, efectuou a Washington, em Junho.
Além da expansão do grupo, a cimeira dos BRICS também deverá debater a "desdolarização" entre os países membros optando pelas respectivas moedas nacionais, a exemplo da política em curso que a Índia pretende potencializar com a rupia indiana, ou possivelmente através de uma "moeda única" como defende o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Os países BRICS representam mais de 42% da população mundial e 30% do território do planeta, além de 23% do produto interno bruto (PIB) e 18% do comércio global, sendo os maiores parceiros comerciais de África, segundo o governo sul-africano.
C/Angop-JA











