Malanje: Centro de Instrução da Damba lança os primeiros frutos da Investigação Criminal
Mil novos efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) terminaram ontem, no centro de formação da Damba, município de Mucari, província de Malanje, o primeiro curso básico de investigadores criminais, promovido pelo Ministério do Interior.
O curso teve a duração de três meses e visou munir os efectivos de conhecimentos técnico-profissionais, para o desempenho da função de agente de autoridade e elucida-los sobre a correcta actuação dentro do princípio da legalidade.
Na sua abordagem, o anfitrião, Comissário-chefe Paulo Bendje, Director Geral do SIC, referiu que a formação é a primeira na história da investigação criminal, numa instituição que, doravante, vai se ocupar na formação básica de polícia e, por conseguinte, servir as necessidades de formação do Ministério do Interior, em estreita coordenação com a Polícia Nacional de Angola e órgãos afins.
“Durante o processo de formação, e como ouvimos no relatório de curso, os finalistas apreenderam conteúdos diversos e valiosos que, com toda a certeza, ajudarão no cumprimento do dever, na perspectiva de assegurar o exercício de direitos dos cidadãos em ambiente de tranquilidade, uma missão difícil, mas realizável”, disse o oficial.
Para o número 1 do SIC, “esta árdua tarefa de fazer com que as instituições públicas e privadas, incluindo os seus funcionários e trabalhadores, funcionem em segurança plena, impõe a nós regras de funcionamento que, em muitos casos, diferem das impostas aos cidadãos comuns”, sublinhou.
“Isto implica dizer que, a partir de agora, os finalistas já não são as mesmas pessoas. aliás, passam a estar expostos a vários riscos, incluindo o de vida, por isto, devem ser cautelosos e prudentes na postura e compostura”, alertou.
Para o desempenho cabal das futuras funções, Bendje disse que os jovens finalistas precisam do apoio permanente das chefias.
“Precisam dos colegas e chefes que irão encontrar nas unidades, postos e destacamentos, com os quais vão aprender o que a escola da vida reserva, irão contar com o apoio dos pais, irmãos, amigos, que terão a missão de chamar atenção nos momentos decisivos para a sua carreira, pois, ser polícia é ser o espelho da organização do Estado”.
Trabalho não pára
O responsável avisou aos formandos que nesta esfera, o efectivo não tem dia nem hora, para descansar ou trabalhar. Aliás, disse, todos os dias, com chuva ou sol o trabalho não pára.
“É neste sentido que, de hoje em diante, quem determina o que fazer, como fazer e aonde fazer é o Estado e não os pais ou à família. As vossas colocações dependem da necessidade do Estado, com base nas especialidades da polícia criminal, em função das necessidades do órgão. Não é uma questão de escolha pessoal, é a escolha do Estado e é da responsabilidade da direcção geral, ciente de que estamos aqui para servir e não para nos servirmos”.
A alta patente do SIC, antes de concluir, agradeceu o apoio prestado pelo ministro do Interior, Eugénio Laborinho, que facilitou p processo para que o centro de formação existisse, “bem como no processo de recrutamento que nos levou ao acto de hoje”, sentenciou.
Ao proceder o encerramento, o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, precisou que o curso ora terminado, enquadra-se na estratégia do Presidente da República, João Lourenço, que durante o seu governo mostrou-se disponível em apoiar incondicionalmente os órgãos de defesa e segurança, com meios humanos e infra-estruturas.
Por outro lado, exortou aos efectivos a empregar toda a energia possível, inteligência e sabedoria aprendidas, durante o cumprimento das missões que lhes forem confiadas.
Apelou ao SIC, a ser implacável na fiscalização da actividade dos seus oficiais a vários níveis, pois, que de um lado, a sua actuação é indispensável para o sucesso da actividade investigativa.
Por: Na Mira do Crime











