Estado gastou mais consigo próprio no 1º trimestre de 2023
Embora que a despesa do Estado esteja a decrescer, o relatório do Centro de Investigação Económica Cinvestec do primeiro trimestre de 2023, apresentado está quarta-feira, 13, de Setembro,” destapa as incongruências” do Executivo, segundo as quais, a despesa do Estado consigo próprio, ainda representam cerca de 50%, propondo uma redução na ordem dos 17% e, parte do mesmo ser dedicado ao apoio social.
Por: Na Mira do Crime
Para o economista Bernardo da Silva Vaz, a reforma na despesa do Estado libertará a produção de inúmeros entraves burocráticos e, tirará a maior parte da nossa população da miséria, transformando-a em consumidora.
De acordo com o especialista, no período em análise, a despesa com juros teve uma execução de 13% e, decresce 27% face a 2022, entretanto, o seu peso na despesa cresce de 17% para 19%, quando não deveria ser superior a 5%.
“A despesa com defesa, serviços públicos gerais e juros soma, menos 51,3% na execução do 1º. Trimestre em 22, o que representa 45,2% na execução e 43,2% no OGE 2023”.
De acordo com Bernardo Vaz a Segurança Pública apresenta uma execução de 19%, decrescendo 31% face a 2022, uma redução na ordem dos 9,6% para 9,0%, contra a Recreação, Cultura e Religião que registaram uma execução de 10%, caindo 40% face a 2022, estimando um crescimento dos actuais 0,5% para 1,5% da despesa total (+173%).
A despesa Económica teve uma execução de 9%, descendo 55% face a 2022, porém, esta despesa deve crescer dos actuais 10,1% para 15%, quase 50%, para tal, o apoio económico deve deixar de ser feito em investimentos estatais, excepto as infra-estruturas de uso geral, passando a centrar-se em apoio às empresas, nomeadamente na bonificação do crédito, subsídios à produção e aos insumos e outros apoios ao investimento.
A despesa com Serviços públicos tem uma execução de apenas 9%, descendo 53% face a 2022! Esta despesa tem-se reduzido, mas deve passar dos actuais 14% para 3,5% (-75%), enquanto a despesa com a Defesa apresenta uma execução de 25%, mas decresce 40% face a 2022.
“Sugerimos que se expurgue do apoio social e recebendo a despesa de policiamento relacionada com a defesa das instituições do Estado, deve decrescer dos actuais 12,5% para 3,5%, o que representa (-72%)”.
No entender do Cinvestec, a educação apresenta um grau de execução de apenas 13%, mas cresce 2% face a 2022, sendo que esta rubrica deva crescer de 12,2% para 14,5% da despesa total, enquanto a Saúde apresenta uma execução de apenas 11% e decresce quase 40% face a 2022.
“Pensamos que está rubrica deva crescer dos actuais 8,2% para 13% (+58%)”, sustentou Heitor de Carvalho director do Cinvestec refere que a Protecção Social teve um grau de execução de 22% e cresce 115%, face a 2022.
A Habitação e Serviços Comunitários apresentam uma execução de apenas 8% e, decresce 13% face a 2022, enquanto a despesa de apoio social directo (protecção social e de habitação) deve crescer dos actuais 13,9% para 30% (+244%), mas observa que está despesa, tem de ser totalmente destinada a classes mais baixas, ao contrario do que ocorre, a exemplo das casas das Centralidades.











